Smartphone e tablets são reis, mas e o computador?

Terrorismo de mercado. É assim que eu classifico as noticias que prenunciam o fim do computador. Estas noticias, caso você não esteja entendendo, fazem referencia ao fim do mercado de computadores pessoais. Computadores pessoais são desktops, notebooks e os ultrabooks. Cada um destes específicos para um propósito. As noticias fazem alarde de que estes dispositivos deixarão de existir no futuro próximo por conta do crescimento das vendas em larga escala de tablets e smartphones.

O fim está próximo! #SQN 

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A venda de computadores pessoas realmente não cresce mais. Na verdade só faz diminuir. Sony anunciou que não fará mais parde deste mercado, Samsung está se retirando do mercado de computadores portateis (notebook e similares) na Europa e em linhas gerais a quantidade de computadores vendidos a cada mês realmente só faz cair. O único fabricante que consegue crescer em mercado e com dois dígitos é a Apple. 

Computadores pessoais eram a única opção para efetuar conexões com a grande rede e interagir com o mundo virtual. Notebooks começaram a ganhar espaço, pois se tornaram mais baratos. Mas, com a chegada do iPad e outros tablets, a necessidade do computador diminuiu ainda mais. Atividades rápidas e corriqueiras passaram a ser executadas com facilidade nos tablets e nos smartphones, que ganharam telas maiores e maior poder de processamento, sem falar nas baterias que duram um dia inteiros de uso.

Um caso de uso que eu gosto de citar é o de homebanking. No passado você podia fazer muita coisa pelo computador de casa ligado a internet. Contudo, por conta da natureza insegura do computador, a necessidade de programas de segurança tornaram um tormento usar o banco em casa. Pelo menos pra mim, que tenho uso esporádico. Gasto mais tempo tentando atualizar o programa de segurança do banco do que efetivamente fazendo transações. Isto é péssimo. No celular, as coisas vão mais fáceis e o melhor de tudo é usar a câmera para pagar um boleto.

O celular e o tablet são capazes de quase tudo que o computador é capaz, mas não são tão confortáveis de se usar por longos periodos. Nesta situação o computador com tela grande (ou gigante) com teclado ergonomico e mouse (ou trackpad – que eu particulamente prefiro) são muito mais agradáveis.

O fim dos computadores não está próximo, mas o seu uso se torna cada vez mais específico, já que outros dispositivos estão fazendo algumas coisas que antes só eram possíveis nos computadores.

Cada um no seu quadradado 

Afinal de contas, quantos dispositivos temos? Tem o Smartphone de tela pequena e grande, tablet, pequeno e grande, ultrabook, notebook e computador. Para cada um destes é bom você ter uma idéia de qual nicho de atividade ele se destina ou para o qual ele é um diferencial.

Smartphone

O smartphone é o mais prático de carregar para cima e pra baixo e é o companheiro de aventuras. Certamente o primeiro dispositivo que você usará para uma atividade. Se uso é para apenas alguns minutos e atividades básicas (pra não dizer atômicas). 

Ele permite que você se conecte à internet em qualquer lugar, desde que exista área de cobertura da rede de dados de sua operadora.

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Ele vem em dois tamanhos: Pequeno, que é a tela normal dele e um tamanho bem maior que fez o mercado chamar estes modelos de Phablets (casamento entre Phone e tablet). Estes modelos de tela maior são pensados para pessoas que não querem carregar um smartphone e um tablet ao mesmo tempo.

Pros: agilidade, praticidade, pequeno e leve

Contra: tela pequena, tempo de bateria

Exemplo: responder emails, atividades nas redes sociais, pesquisar respostas para duvidas simples, buscar noticias, taxi, condições do trânsito…

Locais de uso: qualquer lugar, principalmente em deslocamentos, em pé ou andando

 

Tablet 

Se o smartphone é para ser usado por alguns minutos. O tablet é para ser usado por algumas dezenas de minutos. Por conta da tela maior, permite que você digite textos maiores, realize leituras mais demoradas e extensas. Ele pode ser um modelo mais barato sem 3G ou 4G. Mas assim como o smartphone pode ser usado em vários lugares.

Se o smartphone é pensado para ser usado de pé com apenas uma mão, o tablet é melhor usado com duas mãos e sentado, ainda que o uso em pé também seja possível, mas não por longos períodos. 

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Tablets também vem em tamanhos e vale a mesma lógica do smartphone. Quanto maior, maior tempo de uso e bateria.

Pros: tela maior, tempo de bateria

Contra: maior peso e menos prático

Exemplo: responder emails mais elaborados, atividades em redes sociais, pesquisas mais complexas de conteúdo, leituras demoradas

Locais de uso: Normalmente sentado ou em pé.

 

Ultrabook 

Este pode ser o menos conhecido de todos. Ele é uma categoria de computador mais recente. É pensado para ser ultraportátil, pois seu tamanho e peso são menores que os notebooks. Por conta disto seu poder de processamento e de bateria podem ser prejudicados. 

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Ele tem tamanhos de no máximo 13″, mas é pensado exatamente para ficar entre um tablet e um notebook. Seu uso é pensado para ser usado sentado, como todo notebook. Pode ser usado de maneira offline ou online em conjunto com um modem USB ou usando a rede de dados do smartphone.

Para chegar ao peso abaixo de 1 kg e ter tempo de bateria para algumas horas de trabalho o armazenamento interno é em SSD o que limita o que você pode carregar. Nada de levar muitos vídeos ou fotos, por exemplo, ainda que hoje estes dispositivos vem com pelo menos 256GB de espaço, o que é bastante para muita coisa.

Pros: mais leve que um notebook, tela maior que um tablet

Contra: tempo de bateria, poder de processamento limitado comparado a um notebook, espaço de armazenamento limitado

Exemplos de uso: Atividades de ajuste de materiais criados em outros computadores

 

Notebook

Esta categoria de dispositivos não é muito diferente do ultrabook em termos de atividades. A principal diferença é que ele é mais pesado, tem mais capacidades em todos os aspectos. Tela de resolução e dimensões maiores, mais espaço de armazenamento além de maior capacidade de processamento.

Vale uma dica: O notebook pode ser um bom substituto para um computador de mesa. Ocupa menos espaço e existem modelos que tem tela e processadores equivalentes a computadores de mesa. O único revés, nestes casos, é que eles ficam ancorados perto de tomadas.

Outra dica é quanto a bateria. Muita gente negligencia os cuidados corretos para que a bateria dure mais de dois anos. É recomendável calibrar a bateria uma vez por mês. 

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Pros: Poder de processamento maior, computador portátil

Contra: preço, peso

 

Computador de mesa 

Tudo que um notebook faz, o computador também faz, só que mais barato. Este é ideal para jogos, armazenamento em grandes quantidades além de oferecer o melhor e maior tempo de uso por questões ergonômicas.

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Este é o dispositivo para você usar por dezenas de horas, respeitando naturalmente as pausas necessárias para você continuar produtivo e focado nas atividades.

O computador de mesa também tem várias opções. Você pode optar por um tudo em um, como o Apple iMac, ou a unidade de processamento separada do monitor. No caso de computadores com Windows, esta acaba sendo a opção mais em conta, por que você pode substituir peças que podem apresentar falha com o tempo por custos mais baixos. Também para fazer melhorias é mais barato, pois você precisa trocar apenas um ou outra peça, contudo, conhecimento técnico pode ser necessário para avaliar compatibilidade.

Pros: poder de processamento, custo, tecnologias

Contra: não é portátil, ocupa mais espaço sobre a mesa comparado com as demais opções

 

No fim, tenha mais de um

Não se iluda. Os computadores vão sim perder muito espaço e deixar de ser vitais para uma série de atividades, contudo, ainda são ótima opção para muitas. Para cada tipo de necessidade existe um dispositivo ideal e melhor, basta analisar e escolher com propriedade.

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Computadores continuarão a ser vendidos, continuarão a ficar mais baratos e poderosos assim como smartphones e tablets. Ter um não quer dizer que você não pode ter o outro, pelo contrário, você deveria ter pelo menos dois ou três dispositivos. Obrigatórios, porém apenas dois: Smartphone e Computador. Tanto faz se um notebook ou de mesa.

Dica: Se for realmente ter mais de um, a melhor experiência será com produtos da Apple por conta das integrações pensadas na concepção de cada um dos dispositivos. 


Como desabilitar o 3G do iPhone?

Agora pela manhã uma amiga me manda uma mensagem perguntando como desabilitar o 3G no iPhone que está com o iOS 8. Achei a pergunta muito estranha, mas peguei o celular e fui no menu onde, no iOS 7, a opção estava. É. Tempo verbal correto. ESTAVA. No iOS 8 a opção não está mais onde ficava: Settings > Cellular.

Mas onde ela foi parar? Vaguei por todos os menus como um pedinte de rua e nada. Solução foi então encarar uma garimparem de informações através do Oráculo Sagrado materializado em forma de ferramenta de pesquisa de Montain View.

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Meia dúzia de links colecionados, algumas informações erradas e por fim a conclusão. A opção não existe mais. O 3G não é mais “desligável”. A opção deu espaço para um botão para desligar o 4G (LTE). 

Li que alguns acreditavam que este botão também desliga o 3G, mas isto simplesmente não é verdade, pois não tenho uma assinatura de 4G e meu botão (do meu aparelho) está desligado e o 3G bomba.

Então se você precisa desligar o 3G, me desculpe, você não pode fazê-lo. O máximo que você pode fazer é desligar o tráfego de dados por completo com a opção logo acima, mas ao contrário que você pensa, ela não desabilita apenas o tráfego de dados sobre rede celular, mas sim como um todo. Ou seja, você ficará sem dados mesmo se estiver no WIFI, o que eu acho errado.

Bola fora, adorável Maçã! Quero meu botão (do meu aparelho) de 3G devolta! Já! :-(


iOS 8: Quais as novidades?

Tanta espera, tanta animação, pra que? Assim que terminei de instalar o iOS 8 no meu iPhone 5c, veio aquela sensação e vazio. Nenhuma mudança. Tudo igual. Pelo menos à primeira vista. Tirando o novo ícone de coração chamado “Health”, nada parece ter mudado. Onde estão as novidades?

Tirando alguns apps rebeldes e comportamentos estranhos que o novo sistema operacional ainda apresenta por conta dos erros, existem novas funcionalidades. Vamos à elas.

Última localização

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Agora a opção “Find My iPhone” tem uma configuração adicional, que curiosamente não vem ativada por padrão. Na imagem acima, você a vê na parte de baixo (pra cima, embaixo, puxa e vai! hehehe). Ela, quando ligada, envia para a Apple a última posição conhecida do dispositivo quando a bateria atinge nível crítico. 

A última localização conhecida do dispositivo pode ser acessada através da função “Find my iPhone” no iCloud via web. Já para configurar basta ir em “Settings” > “iCloud” > “Find My iPhone”. Recomendo ligar as duas opções presentes na tela.

Leitor de Cartão de Crédito

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Calma. No Safari, quando você tiver que preencher nome, números e validade do seu cartão de crédito, você pode escaneá-lo usando a câmera. Basta selecionar a opção quando a caixa de texto do site a oferecer. Nada de leitor da tarja magnética ou do chip. Tolinho.

Dedo duro de consumo de bateria

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Esta certamente é reveladora. Agora o iOS oferece uma maneira de descobrir qual app mais consome a disputada bateria do seu dispositivo. Para descobrir qual é o app mais comilão vá em “Settings” > “General” > “Usage” > “Battery Usage”. É provável que você se surpreenda.

Reconhecimento de voz para digitação

Para que digitar? Digitar é para os fracos! Agora você pode, EM PORTUGUÊS, ditar suas mensagens. Sim, isto mesmo. Você vai notar que nos campos de texto onde o teclado aparece, um novo ícone aparece ao lado da barra de espaço: um microfone. Ao acioná-lo você pode começar a ditar o seu texto e de uma maneira bem peculiar, a sua voz será traduzida para o texto.

Funcionaria de maneira mágica se não fosse o entendimento de “velha-surda-da-praça” que o iOS apresenta. ;-) Abaixo um vídeo em inglês. Eu teria gravado um em português, mas sabe como é: “tenho que evitar a fadiga”, como diria o Jaiminho do Chaves.

Time Lapse

Eu sou um fã de time lapse. A câmera do iOS agora oferece este recurso. Você pode selecionar este novo modo de captura de imagem no app da câmera. Acione, aponte e no final você terá um vídeo. Simples assim. 

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Timer para foto

Outra coisa que o app de câmera ganhou foi o timer para tirar fotos. Nada mais de selfies bizarras. Agora você pode apoiar o dito em algum lugar e tirar a foto com todo mundo. Tem dois tempos pré-determinados: 3 e 10 segundos.

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Limpeza de mensagens antigas

iMessages vai acumulando e acumulando e você nunca apaga. Pois bem, agora tem uma configuração que você tem três opções para escolher: Nunca apagar as mensagens, apagar após 30 dias ou depois de um ano.

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Convite de reunião

Agora você pode recusar um convite de reunião e informar qual o motivo da recusa. 

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Teclados

Se antes você podia incluir idiomas para digitar seus textos, agora você pode ter outros teclados. Isto quer dizer que empresas podem fazer seus próprios algoritmos de correção ortográfica específicos para cada grupo de indivíduos que sejam o foco delas.

Ainda existem várias outras funcionalidades. Estas são só algumas. Se você usa uma que não esteja na lista, coloque abaixo nos comentários e compartilhe com todos.


Novo eBook reader Kindle Voyager

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Você pode não ter percebido, mas a Amazon lançou o novo leitor de livros eletrônicos. Isto aconteceu poucos dias depois da Apple lançar o novo iPhone e anunciar o seu relógio. Eu jamais imaginei que a Amazon continuaria a desenvolver uma tecnologia que já me parecia boa e sem muito espaço no mercado. 

Leitores de livros são produtos de nicho. Muita gente prefere ter um dispositivo mais caro que faz mais coisa do que um que custa mais ou menos e faz apenas uma coisa bem. Neste caso comparei tablets com Android e iOS com o eReader da Amazon. É inegável que o Kindle da Amazon tem um diferencial. Sua tela é agradável de ler como um livro de verdade. 

A tela do Kindle é um e-ink que não precisa de energia para manter a imagem. Ele utiliza energia apenas para mudar a imagem sendo apresentada. Isto faz com que a bateria de um Kindle dure, ou melhor, perdure! ;-)

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O novo Kindle, chamado de Voyager, tem maior resolução (300ppi), tem maior brilho (39% mais que a versão anterior), mais fino e leve. Sem contar que o plástico da tela deu espaço a uma tela de vidro texturizada que trás o “matte” no lugar do “glossy”. Todos os tablets com tela de vidro tem o inconveniente de refletir o ambiente iluminado na sua tela, o Voyager acaba com este problema com a textura impressa sobre a sua superfície.

As novidades não param por ai. O Kindle Voyager aumentou sua capacidade interna para 4GB. Isto quer dizer que você pode colocar tanto livro dentro dele, mas tanto, que provavelmente você nem terá tempo para ler todos numa viagem.

Por fim, ele também não tem botões, mas a sua moldura é sensível a pressão e apertando os lugares corretos pode trocar de páginas sem esforço.

Existem ainda mais modelos além do Voyager. Este é o topo de linha e seu preço com chip 3G e sem propagandas custa 289 dólares. O modelo que tem apenas WIFI custa 200. Tem ainda o modelo mais antigo e barato por 79 doletinhas. Ele é mais pesado, grosso e a resolução de tela é menor, não que isto tudo seja demérito para ele, mas 79 dólares é muito barato para um leitor de livros que pode armazenar PDFs também.

O Voyager começa a ser vendido, ou melhor, entregue em outubro.


Sem espaço para fazer upgrade para o iOS 8? Não apague nada, use o iTunes!

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Hoje foi um dia divertido. Esperar dar 14 h para baixar o iOS 8 e começar a experimentar as novidades que antes só podiam ser lidas. No meio tempo entre acordar e fazer o download, muita leitura sobre as novidades!

A primeira coisa que espanta é que é preciso ter pelo menos 5.7 GB livres no dispositivo para fazer o upgrade. Chato ter que apagar alguma coisa, mas pra quem não pesquisa, não tem alternativa a não ser apagar.

A pegadinha é a seguinte. Se você fizer o download do iOS 8 pelo WIFI no próprio iPad ou iPhone, você realmente vai precisar do espaço livre que está indicado, mas se você usar o iTunes para fazer o download e fazer com que ele faça a atualização do iOS, você não precisa apagar nada! ;-) Isto mesmo!

Conecte o seu dispositivo por cabo no computador e abra o iTunes. Encontre o dispositivo, e clique em atualizar bem onde diz a versão do iOS. Não só o iTunes faz o download, como ele também irá aplicar a atualização, mesmo você não tendo espaço.

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Depois de atualizar vem o segundo espanto. Parece que nada mudou! ;-)

Via Mashable.


SwiftKey, um teclado para iOS 8 de cair o queixo

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Com a chegada do iOS 8, que ocorre hoje, o teclado que mais faz fãs no mundo do Android, chega para iOS. Sim. E tem mais. Ele está grátis!!! Então logo depois de fazer o upgrade para o iOS 8, recomendo visitar www.AppStore.com/SwiftKeyKeyboard e fazer o download do teclado, nem que seja para experimentar.

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O SwiftKey, este app de teclado que parece mais mágico que o da Apple, tem Inteligencia Artificial e aprende com o que você escreve para sugerir palavras enquanto você ainda escreve. Além disto, permite que você digite movimentando, ou melhor, deslizando os dedos sobre a tela para formar as palavras. 

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Quer mais? Novidades costumam estar restritas as línguas que são faladas na Europa ou América do norte, mas o SwiftKey já chega para o iOS falando Português do Brasil. E tem mais uma coisa que eu acho muito legal. O SwiftKey é capaz de identificar dois idiomas sem a necessidade de trocar a configuração. Isto mesmo, nada mais do corretor ortográfico entrar em ação trocando aquela palavra em inglês para uma completamente nonsense em português enquanto digita o email para o seu chefe. ;-) Não que tenha acontecido comigo…

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Se você precisa de mais um motivo para experimentar o SwiftKey, aqui vai mais uma. Tudo que ele aprende com você digitando em um dispositivo, vai estar disponível em todos os dispositivos nos quais você o instalar. Isto mesmo, essa tal de nuvem é fodástica, ela sincroniza todas as palavras aprendidas e seus hábitos de digitação para você ter uma experiência única em todos os seus dispositivos.

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Apple Watch: Opiniões

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É muito difícil fazer a avaliação de um dispositivo ou serviço sem experimentá-lo. O Apple Watch foi apenas demonstrado e alguns poucos que tiveram a sorte de participar do evento conseguiram experimentar um pouco o seu uso. Depois de ler vários artigos a respeito dos diversos aspectos, produzo uma compilação opinativa sobre o relógio da Apple.

Pra começar a Apple deixou claro que vem trabalhando à 3 anos na novidade. Neste meio tempo, baseado em rumores e tendências de mercado a concorrência se antecipou lançando seus próprios relógios. Os principais são da LG, Samsung e Motorola (leia-se: Google). Existe ainda um sem numero de outros concorrentes e o mais antigo dele é o Pebble, que existe há mais tempo do que qualquer outro relógio existente.

Isto quer dizer que a Apple se debruçou sobre vários aspectos para criar um produto que durará por muito tempo. Digo duração no sentido que ele vai existir como plataforma de maneira robusta, sem rupturas e mudanças por conta da sua evolução necessária. Dificilmente a Apple lança algo que é incompatível com a versão anterior. Já a Samsung, no lançamento de novas gerações de seus produtos, costuma esquecer o passado facilmente, logo, você que tem o produto da geração anterior, fica a ver navios e sem suporte.

A Apple dedicou tempo para lançar um produto que possa ser utilizado, ou como costumam dizer, para oferecer uma experiência de uso. Já a concorrência, oferece apenas tecnologia.

No caso do Apple Watch, a primeira geração vem com alguns sensores, um SDK para interagir com apps e sensores do iPhone, afinal, é necessário ter um iPhone para usar o Apple Watch. Seu lançamento segue estratégia similar ao que foi feito com alguns produtos realmente novos como o iPhone e iPad que foram primeiro anunciados, para apenas meses mais tarde, serem colocados à venda.

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Qual o motivo para este hiato entre anuncio e inicio das vendas? Apps. Hoje não existem apps para o Apple Watch. O que existe foi feito pela Apple ou por parceiros muito próximos a Apple, mas nenhum outro desenvolvedor teve a oportunidade de fazer um app que tira proveito da nova plataforma. Quando o relógio começar a ser vendido, desenvolvedores devem ter tido mais ou menos cinco ou seis meses para criar seus novos apps e maneiras de aproveitar o Apple Watch.

Nome

Um dos aspectos interessantes a respeito do Apple Watch é o seu nome. A Apple abandona o famigerado “i” na frente de seus produtos que existe desde 1998, quando foi lançado o iMac. A mudança do “i” para Apple é simples de entender. Nomear seus produtos com Apple Alguma-Coisa ao invés de iAlguma-Coisa é mais barato. Sim, barato. Lembra das disputas sobre o nome iPhone que a Apple enfrentou nos EUA e até mesmo aqui no Brasil?

Podem existir coisas no mercado que já tem o nome iAlguma-Coisa, mas não existe nada com o nome Apple Alguma-Coisa. Isto quer dizer que a chance de algum processo por disputa de nome existir no futuro é zero. Logo, menos custo de processo judiciais e afins. Mais do que isto. Apple é uma marca forte e associar seu produto a marca já existente é um potencializador para maior consumo de produtos feitos no pomar.

Talvez o primeiro produto a ter mudado os rumos de nomes foi o Apple TV, mas ele nunca chamou a atenção por mudar o mercado. Ele é um hobby para a Apple que deve transformar o jeito de consumir TV no futuro.

Preço

O Apple Watch é caro. O modelo mais barato custará 350 dólares. Isto é o dobro do preço que concorrentes cobram no pior caso e mais de 100 dólares a mais do que o seu concorrente mais direto e feroz, o Moto 360.

Dimensões

Não existem dados técnicos a respeito do Apple Watch oficialmente divulgados. Sabe-se que ele terá bateria, um sistema novo que cabe num chip de silício e as dimensões de tela dos dois tamanhos que estarão disponíveis. Grande e Pequeno. Acabou por ai.

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Acontece que a dimensão mais importante não foi revelada. Sua espessura. Relógio grosso não é algo agradável de se usar. Um trambolho no braço é algo desagradável e atrapalha. A impressão que tive é que ele muito grosso. Algo em torno de 1 centímetro. Depois de vasculhar muito, encontrei relatos de pessoas que foram à apresentação na California, que sua dimensão é de 10 mm e contando com os sensores na parte de trás, esta espessura aumenta para 12 mm.

Achei isto muito, então resolvi buscar informações a respeito do Moto 360, que me parece muito elegante e fino, contudo, sua espessura também na casa dos 11 mm. Então, está na média.

Bateria

Nada foi dito sobre a bateria que seja relevante para uma recomendação do produto ou não. Apenas duas informações foram reveladas. O método de carregar que mescla indução com uso de ímas para posicionar o conector na parte de trás do relógio e que ele deverá ser carregado diariamente durante a noite.

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Isto quer dizer que o tempo de bateria deve ser algo em torno de 12 à 15 horas de uso intenso. Talvez, com menos utilização, ele dure mais de um dia, mas o fato de estar carregado de sensores e ter comunicação obrigatória com o iPhone através de Bluetooth LE (estou assumindo) contribuirá no alto consumo da bateria.

Sensores

Os rumores pré-lançamento afirmavam que pelo menos 10 sensores diferentes poderiam equipar o relógio do pomar, mas no seu anuncio, apenas um sensor foi apresentado. Um sensor de batimentos cardíacos. Os demais sensores estão presentes no iPhone e é de lá que ele busca informações para te apresentar e popular os apps de fitness que ele oferece de forma nativa.

Por mais que acelerômetro também seja um sensor, nem o considero, pois ele faz parte do núcleo básico do relógio e é usado para ligar a tela, por exemplo.

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É altamente provável que na segunda geração mais sensores passem a habitar o pequeno espaço que o relógio tem no seu interior, mas a verdade é que 10 é um número irreal. Eu nem consigo imaginar quais outros sensores ele pode ter no futuro.

Apple Pay

Se o relógio até agora foi visto apenas como uma tela ainda menor para o usuário se relacionar com informações da internet que chegam através do Smartphone, a Apple consegui dar um novo uso ao relógio: Pagamentos.

Apple Pay (iPay é um nome no mínimo curioso se fosse adotado e poderia gerar confusão com quem não conhece o iAlguma-Coisa e só faz sentido pra quem fala inglês) é o sistema de pagamentos que a Apple fez em parceria com bancos e empresas de cartão de crédito. Ele funciona pra quem não tem o Apple Watch também, mas é preciso ter um iPhone 6. 

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O mercado norte americano tem uma peculiaridade única que pode fazer o iPhone 6 e o Apple Watch se tornarem um sucesso imediato. Pra começar as noticias de roubos de informações de cartão de crédito de empresas do comércio tradicional na terra do tio sam só aumentam. Outra informação importante é que os EUA ainda não adotaram o uso de cartões de crédito com chip. O resto to planeta adotou, mas os EUA não. Isto torna o mercado de crédito bastante vulnerável por usar uma tecnologia bastante ultrapassada.

Ao invés de investir na mudança de toda a infra-estrutura para usar cartões com chip, o mercado vai pular direto para uso de terminais com NFC, que há algum tempo começam a ganhar espaço. Num dos artigos que li a respeito do uso do NFC, descobri que nos EUA existem menos de 250 mil terminais prontos para NFC, já no Brasil, existem mais de 1,3 milhão de terminais.

Recomendação

Entrei para o mundo da maçã em 2006 algum tempo depois da Apple anunciar que abandonaria os processadores PowerPC e passaria a usar Intel. De lá pra cá aprendi algumas lições valiosas. Uma delas: Jamais compre a primeira geração de qualquer que seja o hardware que a Apple faz. Veja a mudança da primeira geração do iPhone para a segunda. Lembra do primeiro iPad? Quem lembra dos problemas de aquecimento dos primeiros MacBooks com Intel? E o Apple TV? 

No caso do Apple Watch, quero acreditar que vai ser diferente, mas é bom ter um pé atrás. Mais do que a primeira geração de um novo equipamento, é uma nova categoria de dispositivo. Existe muito a evoluir e não tenho dúvida que no período de 12 à 18 meses uma nova geração será anunciada com mais sensores e melhor tempo de bateria. Ou seja, isto deve ocorrer entre janeiro ou julho de 2016.

Hoje o Apple Watch é uma novidade que a Apple faz questão de dizer que é algo que você precisa, mas você realmente precisa? Para brasileiros, não vejo a necessidade de você ter um relógio inteligente da Apple ainda. O prudente é esperar a segunda geração. Siri ainda não fala português, o sistema de pagamento ainda não está liberado para bancos e operadoras de créditos brasileiras e por mais que existam inúmeros POS (maquinas de pagamento por cartão) com a tecnologia NFC, não acredito que antes de 2016 o sistema seja liberado pra gente.

Indo além. A Apple se quer anunciou o iPhone 6 para o Brasil, ainda que a previsão seja que ele comece a ser comercializado antes do fim do ano por aqui, no caso do relógio, o mercado inicial deve ser EUA e Europa. Para vir para o Brasil, seu custo será alto, algo perto dos mil reais. Comprar la fora será a melhor opção, mas a assistência técnica? Se der defeito, o que fazer?

Por mais que seja interessante, hoje o Apple Watch ainda não é indispensável. Talvez, quando hotéis o adotem em massa para abertura de portas dos quartos ou sistemas de automação residenciais o utilizem para alguma coisa, ou quem sabe carros façam algo interessante com o NFC do relógio, ele se torne algo realmente prático e importante para você ter. Neste momento, é melhor esperar.

Eu estou louco para ter um Apple Watch, mas resistirei bravamente para esperar a segunda geração. É o mais racional a fazer… ai, ai… ;-)