Óculos 3D, realidade aumentada, óculos de realidade

Há alguns anos, talvez uns 3 ou 4 anos, o mercado de televisores exaltava as qualidades do 3D. Na época minhas apostas eram exatamente nesta função. Acho muito melhor ver um filme em 3D em casa do que no cinema.

Muita gente desconfiou da tecnologia e bravava que assistir filmes usando óculos era incomodo. Eu não achava isto e continuo achando que filmes em 3D são bem legais. O mercado de televisores evoluiu, o 3D continua, mas ninguém mais exalta isto e as produtoras continuam fazendo filmes em 3D.

O tempo passou, o grande barato agora é televisores sem borda, maior resolução e funções de conectividade para consumir o que vem através de outro tipo de cabo. O da internet. Netflix virou o alvo a ser imitado (basta ver o lançamento do produto da HBO) e para introdução do assunto que eu quero falar, está pra lá de bom.

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Lembrou do mundo do 3D, certo? Então. Nova era. No ano passado um fabricante de um outro tipo de óculos chamou a atenção. Este não precisa de televisor, mas te isola do ambiente tornando a experiência de usá-lo realmente individual. Estou falando do Oculus Rift.

Ele é um grande óculos de imersão que é muito divertido de ver os outros usarem. Veja o vídeo acima. Ainda não tive a oportunidade de usar um, mas dizem que sua resolução não é das melhores. Nada de outro mundo. A Oculus chamou a atenção, pois ninguém mais que Mark Zuckerberg comprou a empresa por uma quantidade peluda de dinheiro.

O Rift deve ser lançado este ano como produto para o consumidor final. Até agora, a empresa ainda não conseguiu finalizar uma versão final. Foram feitas duas versões do Rift. A primeira usava LCD e tinha resolução de 640×800 por olho (1280×800 no total), já a segunda versão passou a usar OLED e a resolução aumentou para 960×1080 por olho (1920×1080 no total). Já o peso do óculos é de quase 500g.

No começo deste ano Microsoft anunciou um outro tipo de óculos que funciona como realidade aumentada. Hololens fez bastante barulho e a expectativa é que ele seja usado para jogos no XBOX também, além de ser usado no dia-a-dia em casa ou em aplicações específicas para trabalho.

A Google anunciou que sua primeira versão do Google Glass chegou ao fim. O produto foi tirado do mercado para sofrer uma atualização e tornar-se relevante novamente.

Já a Sony, que se perdeu nos últimos 10 anos e só consegue se manter relevante com o PS4, anunciou que lançará um óculos ao estilo do Glass e que vai custar caro.

Então, 3 produtos, 3 grandes nomes de TI explorando algo que o mercado de televisores já identificou que não foi legal. O que há de diferente? O uso e a experiência. 

Antes o óculos era para assistir um filme, agora os óculos passaram a reproduzir um ambiente 3D completo ou incluir informações na realidade existente. Se você quiser experimentar este mundo novo, recomendo comprar o cardboard. Um aparato de papelão que permite colocar o smartphone à frente de seus olhos, auxiliados por lentes. Com ele você pode experimentar o que descrevi com baixo custo.

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Uso correto para unidades de disco flexivel e disco rígido antigos

Tocar Nirvana em 6 unidades de disquete e dois HDs é ultimate NERD!


USB-C: É o nirvana

O rapaz do cabelo estiloso explica a novidade que veio este mês através do novo MacBook. Chama-se USB-C. 

Resumidamente USB-C é a convergência de conectores de energia, dados e vídeo do seu notebook. E este novo conector passará a existir também em tablets e smartphones.

Diga adeus ao Lightning, thunderbolt, HDMI, DisplayPort e VGA… Eles já vão tarde.


Os novos Samsung Galaxy S6 e S6 Edge

Curiosamente, ontem, resolvi assistir a apresentação da Samsung que tinha streaming ao vivo pelo YouTube. A apresentação ocorreu durante a MWC em Barcelona. O evento foi grandioso e se você quer apenas saber a respeito dos novos aparelhos, sugiro pular os próximos três parágrafos.

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Foi doloroso assistir a apresentação. Apresentadores ruins e discurso parecido ao que o PT usou durante sua campanha para reeleger a Dilma. O local era gigantesco e futurista. Cercado de telas de projeção, no centro do palco, uma divisão por onde entravam e saiam as figuras da Samsung. Três pessoas da Coréia do Sul foram responsáveis pela parte dolorosa. Tentaram criar uma atmosfera descontraída, mas falharam miseravelmente. Uma das pessoas tentou fazer uma apresentação mais empolgada, mas ela parecia mais uma louca animada pelo motivo errado. Todos não conseguiram engajar o público a ficar animado com as novidades, mas acharam alguma graça pelas provocações e comparações com o iPhone 6.

Brincadeiras sem muita graça e problemas na reprodução de vídeos supostamente gravados com a nova geração de smartphones apresentados foram apenas duas das coisas que achei bizarras. O mais óbvio foi a incrível semelhança com o iPhone 6 tanto dos dispositivos quanto de algumas soluções de interface. Duas pessoas da Samsung salvaram a apresentação. Foram dois americanos que falaram em mais detalhes a respeitos das funcionalidades e novidades dos novos aparelhos.

Ainda sobre a apresentação, a Samsung deixou claro que busca inovação a todo custo, contudo, os seus aparelhos não apresentam nenhuma inovação. A tela curva do Edge é um recurso requentado que era do Note Edge lançado anteriormente e que não vingou no mercado. A diferença é que agora a curvatura existe dos dois lados do aparelho. A câmera tem apenas melhorias e nenhum avanço técnico. O recurso de carregar a bateira sem precisar plugar o aparelho na tomada também não é novidade, pois a Palm já tinha feito isto antes e adotar dois padrões ao mesmo tempo também não é inovação.

Se você pulou os três parágrafos anteriores, vamos aos dois novos aparelhos. Samsung Galaxy S6 e S6 Edge. Antes de detalhar o que eles tem de diferente entre eles, vou falar sobre o que ele tem de semelhança com o iPhone.

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Pra começar o design é uma cópia fiel da parte inferior do iPhone 6 e sua solução de eliminar o plástico do verso lembra o iPhone 4. Agora o S6 tem frente e verso em vidro. Veja a foto acima. Outra característica copiada do iPhone é a bateria interna. Se antes, o fato dos aparelhos Galaxy tinham o diferencial de permitir a troca da bateria pelo próprio usuário, agora ele se foi. A bateria é interna e fixa. Por fim, a possibilidade de expandir a memória interna do aparelho através do uso de cartões de memória microSD também se foi. Assim como o iPhone, os dois aparelhos S6 agora tem 3 tamanhos de armazenamento: 32, 64 e 128 GB. Vale notar que o iPhone não tem a opção de 32GB, mas sim 16GB. O que é estranho. E a câmera tem sua lente saltada pra fora, mesmo problema do iPhone.

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Por fim, o S6 também perdeu suas propriedades impermeáveis. Ele tinha IP67 de classificação contra poeira e água, mas o novo S6 não é capaz do mesmo feito. Curioso.

Dos pontos positivos dos dois aparelhos são: as duas câmeras (frontal e traseira), a tela e no caso do modelo Edge, a tela curvada que permite ver as cores da tela como forma de notificação ou para atalhos rápidos, porém, ao contrário do Note Edge do ano passado, não existem mais apps, nem as funcionalidades adicionais que a parte curva da tela oferecia.

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A câmera traseira tem 16MP com OIS (estabilização de imagem) e conjunto ótico de F 1.9. Já a tela tem densidade de 557 ppi e 2560×1440 de resolução. Pode parecer exagero e mentira, mas não é. Acho curioso e ao mesmo tempo sem propósito ter tanta resolução numa tela tão pequena. E sim, neste momento você pode me zoar dizendo que meu celular não deveria ter mais do que 640 kB de memória e rodar MS-DOS 4.01. Ainda sobre a tela, ela é de Super AMOLED de 5.1″.

Anunciado para 20 países a partir do dia 10 de abril, Brasil foi confirmado agora pela manhã como sendo um destes mercados e o preço estimado, desbloqueado é de 3 mil reais. Valor muito próximo do iPhone.

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O Edge será sensivelmente mais caro que o S6 padrão. Impossível discordar que estes aparelhos são os mais bonitos que a Samsung já fez, contudo, não são os mais bonitos do universo como eles acham. 

A Samsung continua a modificar o seu Android com a interface TouchWiz e a Microsoft surpreende ao embarcar 3 apps nativamente em todos os novos Samsungs: OneNote, Skype e OneDrive.

Abaixo você pode ver alguns vídeos feitos ontem após a apresentação. Fique atento durante o mês de abril para saber mais a respeito da duração da bateria e comparativos com seus concorrentes.


Um smartwatch é um relógio ou um acessório de celular?

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A dúvida parece irrelevante e tenho certeza que muita gente acha que os smartwatches são relógios, mas para fins de tributação pode ser que alguém veja de maneira diferente. Sacou onde quero chegar? É isso mesmo. Quando você chegar de viagem, como a receita federal vai querer subtrair de você a quantidade certa de dinheiro referente aos impostos que ninguém quer pagar?

Parece fazer sentido que o smartwatch seja um relógio, mas até o fim do artigo você pode mudar de opinião.

Hoje o imposto de importação sobre dispositivos que transmitem dados como celulares e acessórios para eles é de 12%, já o IPI, 15%. Já um relógio normal, sem ser esperto, tem 20% para imposto de importação e mais 20% de imposto sobre produto industrializado.

Logo, quando você voltar dos EUA ou Europa com um smartwatch, o que você terá no seu pulso? Um relógio ou um acessório para smartphone? Eu tenho a resposta na ponta da língua e imagino que você também. Contudo, a Secretaria de Comércio Exterior vê de outra forma. 

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A grande discussão aqui é a função e formato. O smartwatch tem formato de relógio, mas função complementar ao smartphone. Contudo, as regras em vigor definem que em caso de dúvida, a tributação mais alta é adotada. No caso dos smartwatches ainda não há a uma classificação especifica para o novo tipo de produto no cadastro da Nomenclatura Comum do Mercosul.

Se você for no site da receita federal, pode simular a importação de um smartwatch e classificá-lo como acessório de celular ou relógio. Um smartwatch com valor aduaneiro de US$ 250 pagaria R$ 274,07 em impostos na alfândega se classificado como acessório de celular e R$ 373,75, se tratado como relógio de pulso. Esses valores são a soma das alíquotas de Imposto de Importação, IPI, PIS e Cofins.

Então quando você voltar de viagem, o que você vai fazer com seu relógio esperto? Deixá-lo no bolso até passar pela aduana. Depois você pode ostentar ele no pulso e fingir que ele é útil. ;-)


Whatsapp virou chamariz para instalação de vírus

Os pesquisadores do Laboratório da ESET – fornecedora de soluções de segurança da informação – identificaram um novo tipo de ataque voltado a usuários brasileiro. O golpe utiliza uma falsa aplicação do WhatsApp para PCs, com o intuito de infectar os equipamentos com um Trojan (Cavalo de Troia) bancário.

O ataque começa com um falso email no qual o usuário é convidado a baixar a versão web do WhatsApp, que contém um link para download.

Segue a imagem do falso email:

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Assim que o usuário clica no link do email é direcionado a um site para baixar um executável, chamado WhatsAppInstall.exe, e que, na verdade, carrega uma aplicação maliciosa, detectada pela ESET como Win32/TrojanDownloader.VB.QRM e que tem o objetivo de descarregar e instalar ameaças no sistema infectado. A aplicação se conecta a uma URL que descarrega um outro arquivo malicioso, identificado como Win32/Spy.Banker.ABOD, que tem o objetivo de roubar credenciais bancárias dos usuários quando os mesmos acessam serviços de home banking.

“A popularidade do WhatsApp tem transformado essa ferramenta em um alvo dos cibercriminosos. Por conta disso, os internautas precisam ter cuidado redobrado na hora de clicar em links relacionados a essa aplicação, já que os mesmos podem conter vírus e outros tipos de malware”, afirma Camillo Di Jorge, Country Manager da ESET Brasil. “Recomendamos que os usuários só baixem os aplicativos de sites oficiais e nunca cliquem em links ou em arquivos sem ter certeza da sua origem. Além disso, é importante constar com uma solução de segurança atualizada em todos os dispositivos que acessam a internet”, conclui.


TV Smart: Pra que serve?

Há alguns anos eu comprei um televisor com função smart. Usei esta função duas vezes. A primeira para conhecer e a segunda para ter certeza de que era uma merda. A frase anterior é bem exagerada, mas no fundo, as “TV Smarts” não são tão smart assim.

Conheço diversas pessoas que tem este tipo de televisor, mas poucos usam a função. Os que usam, normalmente a usam para assistir vídeos no Netflix. Não conheço outro uso vencedor. Não sou contra que televisores sejam espertos como os relógios. Acho que tem um grande potencial que televisores sejam espertos e eles devem alavancar uma série de novos serviços e produtos, mas…

TV Smart não segue um padrão

Entre os fabricantes não existe um padrão para que apps sejam desenvolvidos. A LG tem um, Samsung outro e os demais certamente tem seus próprios. Foi apenas recentemente que alguns fabricantes resolveram adotar o Android TV, ou um nome muito parecido com este, que é a visão da Google para ter presença de seu ecossistema nos televisores.

Espero que este movimento seja vencedor, pois as incursões da Google no mercado de televisores falhou miseravelmente em todas as suas tentativas. Isto trará mais desenvolvedores, desde que o hardware seja algo que consiga satisfazer a criatividade de quem cria o app. Prevejo que o hardware não será controlado e cada fabricante terá uma visão diferente, tal qual acontece nos smartphones.

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Hoje os smartphones, na verdade esforçado-phone, já tem este problema. Querendo baixar o custo do aparelho, fabricantes colocam processadores mais antigos e com baixo poder de processamento, tornando a experiência de usar um app ruim. Este pode ser um potencial problema no futuro, caso a Google não crie requisitos mínimos ou um padrão para rodar o Android TV.

Como fazer upgrade?

Antigamente, quando se montava PCs com diversas peças de fabricantes diferentes era fácil fazer atualização tecnológica. Basta tirar o HD antigo e colocar o novo, o mesmo vale para a placa de vídeo, placa mãe, gravador de CD/DVD/BR…  As vezes nem era preciso trocar a placa mãe para trocar o processador. Tem algumas restrições para isto, mas o importante é que fazer o upgrade poderia ser feito por partes. O monitor, dificilmente era trocado.

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Num televisor com processador interno para ser smart, não tem peças móveis. Para fazer a atualização tecnológica é preciso trocar o televisor por um novo. Acho isto muito ruim. Televisor é algo que deveria durar pelo menos 10 anos. Se a parte smart fosse tipo um cartucho, seria muito mais fácil de trocar.

A troca do televisor tem hoje outro motivador. Resolução. Temos o FullHD, já existe o UHD e depois disto vem pelo menos mais dois padrões de maior resolução. O problema é que não existe conteúdo ainda nestas resoluções ou se ele existe, é restrito. Aqui no Brasil a gente nem tem todos os canais da TV por assinatura em HD e os canais abertos, apesar de já estarem serem transmitidos em HD desde 2007, ainda tem seu antigo canal analógico disponível. 

Ou seja, resolução é um motivador técnico, mas sem conteúdo, nada feito. Televisor deveria durar os 10 anos que falei.

Mas, pra que fazer upgrade então? Bom, se você tem um smartphone entende que ele fica lento a medida que você vai incluindo novas funcionalidades e o seu sistema operacional evolui. Você pode até argumentar que não precisa fazer upgrade do sistema operacional e manter sua agilidade como era quando ele saiu da fábrica. 

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Acontece que o mercado não é assim. Todas as empresas querem conquistar mais clientes e ao trazer novidades e mais importante, implementar correções, o sistema operacional e os apps ficam mais elaborados, complexos e demandam mais poder de processamento, espaço em memória e de armazenamento.

Se o netflix lançar novas funcionalidades ou evoluir seu sistema de streaming para algo mais eficiente, como fica o app antigo no sistema operacional antigo? Oras, ele pára de funcionar. O que você deveria fazer então? Atualizar. O software, não o hardware.

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Este é o problema numero dois. Upgrade do hardware. Por isto gosto do Apple TV, ainda que suas funcionalidades seja bem limitadas. Quando ele deixa de ser útil, você compra outro. Televisor permanece.

Interface

Existem duas interfaces que são importantes. A interface de saída e a de entrada. Saída é o que você na tela da TV e a entrada é o controle remoto. Os televisores smart tem ainda alternativas. Alguns tem câmera que reconhece gestos e outros tem microfones para escutar comandos de voz. Ainda estas que parecem mais modernas (e são) também não são perfeitas. 

Basta lembrar do caso recente onde a Samsung foi pega fazendo pouco para proteger a privacidade de seus consumidores. O sistema de reconhecimento de voz é de feito por um terceiro e a transmissão da sua voz pela internet era feio sem criptografia.

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Voltando ao smart tradicional. Nenhum fabricante conseguiu fazer algo que seja realmente fácil e intuitivo para fazer conviver o conteúdo em vídeo com o conteúdo smart. Tem como competir com uma tela touch? Tem fabricante que tem teclado com o alfabeto inteiro no controle remoto, tem fabricante que imitou o controle do Nintendo Wii para controlar um ponteiro de mouse na tela do televisor, tem fabricante que usa o smartphone como interface de entrada para controlar o que aparece na tela.

Bom, o ponto é que hoje, interface é um problema para o televisor esperto. Nenhum fabricante ou desenvolvedor de apps fez uma solução que seja realmente útil. A interface é boa parte do motivo e o outro é a funcionalidade mesmo. O que me leva aos apps.

Apps

O televisor não é um iPad com gigantismo. Se no smartphone e no iPad fica fácil identificar apps legais, no televisor, não vejo um app que tenha feito sucesso. Tudo bem, aqueles jogos que reconhecem gestos ou comandos de voz até são interessantes, mas já existem os consoles de video game que fazem isto. E muito melhor. Tem o Netflix, mas ele não é bem um app, é mais uma porta de entrada para consumo de vídeo.

No celular e tablet, o app é feito para ser usado por UMA pessoa. Uma única! Singular. Televisor é normalmente uma experiência coletiva. Como fazer com que um app de smart TV seja relevante para todos que estão na sala assistindo um programa? O que me leva ao assunto de segunda tela. Neste caso se individualiza a experiência para depois consolidar o coletivo, mas a experiência de assistir TV é coletiva. Deveria existir na tela do televisor o painel das pessoas que estão assistindo naquele ambiente o programa que tem alguma interatividade. 

Hoje eu li uma matéria que diz que a TIM fez um app para smart TV que permite a recarga de celular pré-pago. Acho interessante, mas acho difícil que alguém prefira fazer a recarga do celular pelo televisor ao invés de fazer pelo site do banco ou por SMS.

Power Off

Problema final é que quando você desliga o televisor hoje em dia, você desliga a parte smart junto. Se o televisor é esperto, com apps e acesso à internet, por que não torná-lo o centro de entretenimento da casa e mais do que isto, central de comando e comunicação?

Hoje quem tem desempenhado este papel de central de controle são alguns poucos NAS (network attached Storage) que são caixas de armazenamento que tem um processador interno capaz de rodar uma versão light de linux e que permite rodar alguns sistemas feitos em python ou PHP. 

Funcionam muito bem. Ainda que de maneira amadora, tem ainda uma nova opção que são sistemas de automação baseados no Raspberry pi. Gente, por que não utilizar o televisor? Imagina o televisor com uma conta de Skype rodando 24 horas por dia. Diga adeus ao uso do telefone fixo!

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Isto só é possível se a parte smart do televisor continuar funcionado depois de você desligar a parte de vídeo.

Então, serve pra que?

Serve para muita coisa, mas hoje é apenas algo muito pequeno e pontual e poderia ser muito mais do que isto. Poderia ser algo muito mais próximo do que o smartphone e o tablet são, mas são muitos problemas. 

Sim, são muitos problemas, mas são também diversas oportunidades. Quem descobrir a receita para resolver estes problemas, ganha espaço e a corrida para o televisor smart de verdade. Google saiu na frente, mas acredito que a Apple deve em breve dar sua cartada. Tem gente esperando isto há pelo menos 4 anos.