Qual navegador que domina a internet no mundo mobile?

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Há anos vejo as estatísticas das plataformas mobile e não há como negar que o Android domina o mercado em quantidade de aparelhos. Contudo, a estratégia da Google com o Android é diferente da Apple então afirmar que o Android domina o mercado mobile em linhas gerais é errado.

Muita gente traça paralelos entre a Google e a Microsoft, quando esta dominou o mercado com o Windows, mas a Google não domina o mercado mobile. Domínio neste mercado quer dizer “quem ganha mais dinheiro” e não é a Google que ganha dinheiro no mercado mobile. É a Apple.

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A Apple consegue com menos dispositivos, ter números mais expressivos de quantidade de tempo de navegação, conversão em compras e outras estatísticas relevantes. Eu só estou interessado em domínio do navegador.

As estatísticas são contraditórias, mas é seguro afirmar que Chrome e Safari representam a parte significativa do mercado. Na hora de desenvolver para web, se o mundo mobile for relevante é recomendado fazer testes pelo menos com estes dois navegadores.

O gráfico abaixo foi gerado a partir da ferramenta Net Market Share e representa os dados coletados de janeiro 2014 até novembro 2014.

Mobile market share 2014

Já a estatística do Stats Counter diz outra coisa. Nela o Chrome lidera com folga. Vale o mesmo período.

Mobile statscounter


iPhone 6: Minha avaliação após uma semana de uso

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Meus planos foram todos por água abaixo. Eu que troquei no ano passado do iPhone 4 para o 5c, tinha planejado que iPhone 6 só chegaria no meu bolso no ano que vem. Pois bem, eis que me aparece uma oportunidade e o iPhone está no meu bolso.

Eu estava muito entusiasmado com a nova geração do smartphone da Apple e do que tinha lido até o inicio do mês me parecia o paraíso. Tempo de bateria fenomenal, tamanho de tela perfeito e ainda uma velocidade e qualidade de tela superior a qualquer coisa anterior.

Quando passei a usá-lo diariamente, o que aconteceu cerca de uma uma semana atrás, vi que tudo era verdade. Papo sério.

Bateria

Uma das coisas que assombra qualquer smartphone é o tempo de bateria. O iPhone 5c, que eu tinha, durava até o meio da tarde se usasse muito. Incrivelmente, com o mesmo uso, o iPhone 6, dura dois dias sem carga. Claro que mais ou menos no meio da tarde do outro dia a bateria já está no vermelho.

O tempo para carga completa do iPhone 6 é de duas horas.

Tamanho

Inicialmente eu achei que o iPhone 6 seria grande demais, mas depois de ver algumas comparações esta impressão foi embora. Ele é maior, bastante maior que o iPhone 5c ou 5s, mas ele é perfeito para navegar na internet e interagir com as mensagens de email. Pelo menos no uso ele é perfeito, já no bolso ele já não é mais tão prático assim. Preciso de calças com bolsos maiores. Até mesmo para ele se deslocar melhor dentro do bolso quando você senta.

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Ele também é bem fino. Eu diria fino demais, mas em conjunto com uma capa, me parece que ele fica no tamanho certo. Na imagem acima você pode ver da esquerda para a direita: iPhone 4S, iPhone 5S, iPhone 6, iPhone 6+ (branco), iPad mini, iPad air. Perfeito mesmo seria se eles tivesse feito ele mais gordinho dando espaço para a bateria ser maior, ainda que isto represente um peso também maior.

Peso

Ainda que mais pesado que o iPhone 5c, a nova geração não é muito mais pesada. Porem, ao usá-lo no bolso da camisa, já não o acho mais tão imperceptível e prefiro usá-lo no bolso da calça agora.

Touch ID

Touch ID é o nome dado a tecnologia que identifica a impressão digital no Home Button. Ela existe desde o iPhone 5s e é usada para desbloquear o iPhone e também validar a senha na hora de fazer aquisições na App Store. Alguns outros aplicativos também começaram a suportar o Touch ID para validações de senha e até mesmo compras. O melhor destes apps é o 1Password, que é um gerenciador de senhas para site e outras coisas.

Abaixo um vídeo de como configurar o Touch ID. Cadastre mais de um dedo. Eu coloquei os indicadores e os dedões.

Este é um dos recursos que mais faz a diferença se você nunca usou. Agiliza muito na hora de desbloquear o telefone.

 

Capa

Eu nunca fui a favor de usar capas em smartphones. Nenhum dos meus antigos iPhone teve a companhia de uma capa, mas no iPhone 6 acho fundamental. Sua superfície traseira é bem escorregadia e como ele é muito fino, com a espessura adicional, a lente da câmera que fica saltada para fora, ganha uma proteção muito bem vinda.

Aliás, recomendo comprar capas certificadas pela Apple, pois para ter a aprovação da Apple e ser um acessório “autorizado” a capa precisa ter uma espessura específica e ainda uma borda para garantir que a tela de vidro não toque na superfície sobre a qual o dispositivo repousa. A regra atual é que as capas precisam proteger o smartphone de quedas de pelo menos 1 metro de altura.

Existem duas capas da Apple. Uma de silicone e outra de couro. Eu optei pela de couro que é mais cara que a de silicone. Ela é mais fácil de limpar e por não agarrar no tecido como a de silicone é mais fácil de tirar e colocar no bolso da calça. Se o seu lance for aparência, a de silicone oferece mais opções de cores além de serem mais vivas. Abaixo você pode ver dois vídeos que avaliam as duas capas.

Capa de silicone

Capa de couro

Armazenamento

Se tem uma coisa que eu amei mais do que qualquer outra coisa, é o espaço de armazenamento. 64 GB é um mar de possibilidades. Eu tinha um iPhone 4 com 32GB, tive que me apertar no iPhone 5c com 16GB por conta de restrições financeiras e agora, tenho espaço para colocar todas as músicas que gosto de escutar no carro, espaço para deixar fotos de eventos e viagens e ainda os apps que são legais e que nem uso tanto. E ainda sobra espaço! Uma maravilha só. 

Outra coisa importante é que o melhor custo beneficio do iPhone 6 é o de 64GB. E lembre-se, quanto mais coisa você colocar no smartphone, mais tempo leva para fazer backup, mais espaço de iCloud você vai precisar e, indo além, mais você lamentará de ter perdido quando esquecer o iPhone no taxi, ônibus ou restaurante.

Comparação

O vídeo abaixo mostra uma comparação simultânea de todas as gerações e é pouco cientifica. 

Performance

Outra coisa que me chamou muita atenção no iPhone 6, depois de usar o iPhone 5c por um ano, é a velocidade. Ele é muito rápido. Não estou falando na transferencia de dados pela internet, mas sim o processamento. Abrir apps, jogos, e tempo de renderização de uma página é muito rápido e você pode notar que o salto que experimentei no gráfico abaixo. 

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O iPhone 5c tem o mesmo processador que o iPhone 5 e notem como o existe uma grande evolução no gráfico abaixo.

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Recomendação 

O iPhone 6 está terrivelmente caro no Brasil. Minha recomendação é comprar o iPhone 6 desbloqueado com 64GB nos EUA. Ele custa 749 dólares + taxas, o que é mais de mil reais mais em conta do que no Brasil. 

Não há mais necessidade de preocupação quanto aos modelos, pois agora o iPhone fala virtualmente todas as frequências de 4G do mundo, logo a versão americana vai funcionar no Brasil.

Se você anda com um iPad mini no bolso ou mochila e fala pouco ao telefone, possivelmente o iPhone 6+ seja o melhor modelo para você, pois você passa a caminhar com um único peso no bolso. Seu tempo de bateria é gigante então não há o que se preocupar.

Se você tem um iPhone 5 ou anterior, recomendo fazer o upgrade. Você terá um belo upgrade, mas se você tem um iPhone 5s, recomendo esperar pela próxima geração. A troca ainda não se justifica.


A maior câmara de vácuo do mundo para uma experiência antiga

Se não fosse a resistência do ar, penas e uma bola de boliche cairiam ao mesmo tempo certo? Pelo menos foi isto que sempre me contaram ao longo dos anos. Ontem assisti um vídeo que me deixou fascinado por diversos motivos. 

Dois se destacam na lista: A maior câmara de vácuo do mundo fica nos EUA e é capaz de retirar 30 toneladas de ar de dentro dela e seu uso é para testar satélites antes de irem para o espaço. São necessárias mais de 3 horas para que apenas 2g de ar fiquem dentro do espaço.

O outro motivo é a experiência realizada pela BBC que comentei no primeiro parágrafo. Nunca tinha visto penas e uma bola de boliche cair ao mesmo tempo no vácuo. É fascinante em muitos níveis. Veja!


Outernet: a internet offline via satélite

No começo deste mês eu comecei a ler sobre o projeto Outernet. É uma iniciativa para trazer a “internet” onde hoje não há cobertura de internet ou há limites de acesso à internet, como na China ou Coréia do Norte, por exemplo. 

Outernet é uma solução que quase leva a internet à estes lugares. A pegadinha é que a internet neste caso é apenas em uma direção. Algo muito parecido com o que temos hoje com Radio ou Televisão. Existe uma empresa que faz e emissão do sinal com conteúdo e com o equipamento correto você pode sintonizar este sinal e ter acesso ao conteúdo. 

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Este equipamento especial é o Lantern. Ele é um receptor de sinal e um buffer do conteúdo que está sendo transmitido. Bem simples, ainda que limitado, a idéia é garantir acesso à informação e permitir que locais que tenham limitações dos meios tradicionais de comunicação ganham acesso.

Um dos casos listados no vídeo é no caso de desastres, onde governos podem dar orientações sobre ações a serem tomadas ou rotas de fuga que a população pode adotar.

Existem diversos benefícios, tenho certeza, mas como todo meio de comunicação unidirecional, imagino que ele pode ser manipulado. Hackers podem invadir os sistemas de transmissão ou os próprios equipamentos que armazenam o cache e injetar informações que quiserem. O risco neste tipo de solução, ao meu ver, é maior, pois o Lantern é um dispositivo que apenas recebe as informações. Ele não tem como fazer um controle e se comunicar com a “nave mãe” para certificar que o conteúdo está correto ou não.

Claro que o uso para o mal está presente em todas as tecnologias do mundo e existem maneiras de previnir. Espero que esta solução seja realmente uma solução acessível, segura e que torne a vida de todos melhor do que é.

Ah sim, já ia esquecendo. Este, apesar de ser um produto aparentemente pronto para o mercado, ainda não o é. Ele está numa campanha de crowdfunding e tem custo estimado de 100 dólares. Me refiro ao Lantern. ;-)

O Lantern é pequeno e prático, como você na imagem lá em cima. Tem painéis solares e bateria interna e quando seu WIFI está em uso, permite 4 horas de funcionamento. Sem o WIFI consegue receber dados do satélite durante 12 horas. Ideal para sobreviver a uma noite de atualizações, por exemplo.


Golpe engana usuários de WhatsApp prometendo desabilitar aviso de leitura de mensagem

Nas últimas semanas a internet anda em pânico por conta da funcionalidade que o WhatsApp liberou para seus usuários. Além de avisar que a mensagem foi entregue ao destinatário, agora também avisa quando a mensagem foi lida. 

Caso você não esteja sintonizado no presente, pequeno “recordar é viver”: WhatsApp é um popular programa de troca de mensagens através da internet que conquistou o mundo por sua praticidade e custo inferior ao SMS. Através dele é possível trocar mensagens, imagens, arquivos de som e até mesmo vídeos entre usuários do sistema. Também é possível criar grupos de pessoas e trocar mensagens no grupo.

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A novidade é que a mensagem enviada agora tem confirmação de leitura. A confirmação é dada através da indicação das setinhas azuis, como na imagem acima. Lembrando:

- Uma seta verde é que a mensagem foi enviada do seu aparelho

- Duas setas verdes é que a mensagem chegou ao aparelho de destino

- Duas setas azuis é a indicação de que a mensagem foi lida

Bem simples. A pegadinha é que muita gente se incomodou com o fato do WhatsApp indicar que a mensagem foi lida. Não entendo o motivo para tanto “auê”, mas tudo bem. 

Golpistas viram uma ótima oportunidade para enganar pessoas e ofereceram maneiras de desabilitar o aviso de leitura, mas no fundo não passam de golpes. Entre os golpes já conhecidos existe um que pode gerar uma conta salgada para quem cair.

O golpe pede que o usuário visite uma página e informe o numero do seu celular para receber um código e assim efetuar o download da suposta solução.

Ao ingressar seu número na página, o usuário não lê as letras pequenas abaixo com as condições do serviço que dizem que a partir da primeira mensagem que receber, ele estará autorizando a cobrança de US$1,80 dólares (aproximadamente R$4,70 reais) por mensagem recebida com um máximo de 25 mensagens por mês. O ataque, nesse caso, não ocorre com foco em obter dados pessoais do usuário e sim receber um valor em dinheiro.

Este golpe foi detectado pela ESET na américa latina, mas sem casos conhecidos no Brasil.

Neste meio tempo, Facebook, que é quem é dono do WhatsApp, lançou uma atualização para o App que desativa o aviso de leitura se o usuário assim quiser.


Pegaram o relógio Moto 360 e desmontaram

Este é um dos melhores vídeo de desmontagem de equipamento eletrônico que eu já vi. Comentado, passo a passo e com explicações do processo de desmontagem e sobre a função dos componentes. 

Neste vídeo desmontaram o Moto 360, relógio da Motorola. Ele é um dos primeiros a ter o Sistema Operacional da Google para “vestíveis”, uma variação do Android mais enxuta. O Moto 360 também é um dos relógios mais belos e próximos de um relógio como o conhecemos, por ter um display redondo. Entre este e o Apple Watch, fico balançado.


Reconhecimento facial disponível para todos

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O mundo anônimo está com os dias contados e isto pode ser bom ou ruim. Do ponto de vista de controle e judicial, é ótimo, pois será muito fácil identificar atos hoje impossíveis cometidos por pessoas de maneira “anônima”. 

Por outro lado é ruim, pois pequenos desvios podem condenar uma pessoa e mudar sua vida, mas voltemos as partes boas da história. Reconhecimento Facial é uma das tecnologias que acabam com o anonimato. Quase.

Softwares que reconhecem rostos não são coisas da NASA e estão disponíveis em celulares e na maioria dos softwares que se propõe a arrumar fotos de câmeras digitais. O pulo do gato é associar um rosto a um nome. Para isto é necessário uma base de dados.

O que o artigo da Fast Company indica é que o reconhecimento de faces, gênero e pessoas não é mais tecnologia distante e sim algo que qualquer desenvolvedor pode implementar. E isto é grátis. O serviço que ganha destaque neste mercado é o Face++. Sim, grátis e acessível através uma API que pode ser usada e implementada para qualquer uso. A Lenovo, por exemplo, usa esta tecnologia para permitir acesso ao computador através do uso da webcam.

Apesar de grátis e de funcionar bem, ele não é perfeito e pode falhar miseravelmente indicando, como dito no artigo, que um sujeito de barba ruiva é na verdade uma mulher afro-descendente. Se você tem um projeto que pretende usar controle de acesso facial ou pretende fazer reconhecimento de pessoas e depois ligar aos perfis do Facebook, pode tentar usar o Face++ ou os outros que estão listados no artigo da Fast Company. Não custa também fazer uma pesquisa no Google e ver outras alternativas.