Em Abril de 2007 eu adotei o apelido “Oráculo de Delfos” para o buscador Google. Por que? Uma miúda que fez filosofia começou a esplanar sobre o Oráculo de Delfos em algum momento durante o meu dia daquela mês e após algumas pesquisas pela internet, vi que era um apelido perfeito para o Google.
Por que ele é perfeito? Bem, delfos era um recinto do templo de Apolo. No templo, sacerdotisas de Apolo faziam profecias e elas consideradas verdades absolutas. Naturalmente não dá para considerar que todos os resultados de busca do Google sejam verdades incontestáveis, mas boa parte de suas respostas podem ser obtidas a partir de uma boa pesquisa no Google.
Claro que a comparação nos próximos anos pode se afastar ainda mais e ficar apenas na idéia que os dois formam nas nossas cabeças. A Google está caminhando em direção ao futuro e você pode ver o que está por vir no artigo do Google Blog. Nele você vai ver que está por vir no campo da busca.
A expectativa é que nos próximos 10 anos a maneira como buscas são feitas mudarão completamente. Hoje poderia-se fazer muito mais buscas do que se faz. Se a ferramenta de busca estivesse mais acessível, se buscaria mais. MUITO mais.
O primeiro passo para resolver este problema é colocar a ferramenta de busca acessível através do celular. A Yahoo abordou este problema com a solução fácil e simples. O endereço para você experimentar é http://m.yahoo.com, mas se você quiser testar primeiro no computador, você pode ver a demonstração online. A única coisa chata da abordagem da Yahoo é otimizada para a realidade americana. Então não espere encontrar o endereço da Pizzaria Guanabara digitando “pizza leblon” ou o endereço da FNAC mais perto de você, seja lá qual for a cidade que você mora.
Outra boa que eu li no artigo é em relação a buscas. Hoje você inclui palavras chaves para realizar a busca. Não seria muito melhor se a pesquisa fosse feita com linguagem natural? Tipo: “Qual estacionamento mais barato perto do Teatro XYZ?”. Escrever isto seria ótimo, falar então seria divino. Melhor do que isto apenas se eu tivesse uma imagem de alguma coisa e enviasse como parametro de pesquisa. O exemplo do artigo da Google fala de enviar a imagem de um pássaro para saber sua espécie, mas pode ser a foto de um carro, tiquete de algum evento, não é mesmo?
Para músicas, hoje já existe um serviço chamado Shazam. Falta só a Google comprar a empresa ou desenvolver sua própria tecnologia para tal.
Os resultados de busca, hoje, já andam diferentes. Tudo graças à busca universal, onde o resultado da busca está mesclado com mapas, imagens, noticias entre outros serviços da Google. Isto ajuda bastante na determinação do melhor resultado para o que você procura.
Bom o artigo da Google é grande e vale a leitura. Dedique algum tempo e lembre-se de ligar o seu cérebro para a língua da rainha mãe.
Eu mal posso esperar a Google evoluir a sua busca com algumas destas evoluções possíveis.
Quando vi que o Rafael notou a presença do Chrome na estatística de acesso gerada pelo Analytics, resolvi checar quantos navegadores chromados chegam ao bernabauer.com.
Se lá no MM a quantidade está acima dos 4%, aqui é pouco mais de 1%, perdendo para Safari, Firefox e Internet Explorer. Aliás, a versão mais usada do Chrome por aqui é ainda a antiga 0.2.149.27 e estranhamente já tem gente usando a versão 0.2.151.0. De onde será que surgiu esta versão?
Fácil! O grande oráculo de delfos me falou que é e versão portátil do Google Chrome.
Outro dia fui surpreendido pela pérola de que a Google fabricava os seus próprios servidores. Eu estranhei o fato. Apesar de saber que eles criam seus próprios sistemas operacionais, mas fabricar o próprio hardware é estranho e completamente fora do escopo da missão da Google.
Talvez não tanto. A missão é organizar a informação do mundo e fazê-la útil e acessível de maneira universal. Para atingir este fantástico objetivo a infra-estrutura de servidores e rede fazem parte fundamental e por isto pode se justificar a produção própria de servidores.
A notícia não é nova. Em 2006 o NY Times fez um artigo a respeito. O principal motivo para a Google montar seus próprios servidores é o custo operacional. Servidores vão eventualmente morrer. Motivos são diversos, mas possivelmente alguma parte está quebrada então é necessário substituir esta parte de maneira prática, facil e rápida. Além disto o custo para substituir um servidor destes deve ser baixo.
Pensando nisto, a Google criou o Google File System que mantém cópias de arquivos em diversos servidores, então no caso de um falhar, nada é perdido.
Pode parecer que os servidores da Google são um monte de desktops chingling que custam menos do que o frete da China para os EUA, mas não. Os processadores em 2006 eram Opteron. Segundo a reportagem a Google era o um dos 5 maiores clientes da AMD.
No ano passado além de fabricar seus próprios servidores, a Google passou a construir seus próprios switches de rede. E não é qualquer switch. São switches de 10Gigabit em rede ethernet.
A única coisa que falta a Google fazer é construir seus próprios funcionários. Eles devem estar distantes de atingir este objetivo, mas se a pesquisa com células tronco estivesse liberada nos EUA, certamente a Google investiria pesadamente nisto, né?
NOT!
Só para ilustrar por que servidores precisam ser baratos: Segundo artigo de 2007 da própria Google. A estimativa de servidores espalhados pelos diversos DataCenters é de 450.000!
Ah sim, a foto do começo do artigo é o rack de servidores em 1999. Para entender melhor como funciona a plataforma da Google, recomendo a leitura do artigo na wikipedia.
Outra que acabei esquecendo. Fabricar seus próprios servidores por achar que não existe opção no mercado que atenda bem suas próprias necessidades pode parecer esnobe, mas quando as contas apontam que esta é a melhor opção, não tem como se importar com o rótulo preconceituoso.
Cheguei hoje no trabalho e notei que havia uma penca de noticias na caixa de entrada do Outlook. Uma delas comentava sobre o primeiro fix de segurança do Chrome. Fiquei curioso para saber como o processo de atualização é feito.
Logo saí do Outlook e cliquei no Chrome para abrí-lo. Decepcionado ao ver que nada aconteceu ao abrir, fui vasculhar a versão que eu estava. Imagino que ele pode fazer o update de maneira transparente para o usuário, né? Nada. Achei pelo menos o “Sobre” que é a tela aí ao lado, ou em cima.
Para minha surpresa o único lugar onde vi o botão de atualização, foi nesta tela. Aliás, em destaque na imagem. Cliquei em atualizar e demorou um bocado com muita atividade em disco.
Após a atualização, apenas o aviso de que precisaria fechar tudo para atualizar. Cá entre nós, sou mais a atualização do Firefox. É mais prática e fácil de acionar.
Ah sim, já ia esquecendo. A atualização é para acertar problemas de segurança não especificados. Não é legal ser vago?
Leia mais na CNET.
Hoje eu recebi um email do Cid Andrade. Você conhece o Cid? Eu não conhecia, mas ele é visitante e leitor do bernabauer.com há tempos! E ele também tem um blog e ele notou alguns problemas no contrato de uso do Chrome.
Eu nem li o contrato. Confesso que acho aquelas telas de “Eu aceito” como uma calça jeans difícil de tirar antes de ter uma bela noite de sexo com mulher dos seus sonhos.
O pior do contrato é que ele dizia que a Google passa a ser dono de tudo que é enviado utilizando o Chrome. Isso de maneira resumida. O melhor do artigo do Cid é que a Google viu que pisou na bola e vai limpar a lama que criou. Menos mal, né?



