Semana passada estive em São Paulo. Não foi uma viagem de lazer, mas sim de trabalho. TechEd é um evento que a Microsoft realiza anualmente. Aqui no Brasil foi a nona edição e o evento é realizado em 12 países. Se em 2007 foram aproximadamente 1500 pessoas, este ano foram por volta de 2 mil cabeças. Sim, a grande maioria presente era cueca. Algumas poucas meninas presentes.
Minha primeira experiência no evento foi na General Session, onde a estrela era o Steve Ballmer. Consegui um lugar ótimo. Estava na 4 fileira, mas as fotos que tirei com meu celular ficaram péssimas. Eu sempre achei o Steve um bolha, mas depois do evento mudei de idéia. Por mais incrível que pareça, tive a impressão de que a platéia era mais fanboy do Steve do que eu sou fanboy da Apple. Nunca vi um povo gritar tanto quando o Steve apareceu no palco. E sim, eu vi a cena grotesca dele correndo pelo palco gritando “Developers, developers, developers…”. Como não sou desenvolvedor, me senti um pouco excluído, mas depois ele complementou “and IT pros.”. Nice save, Steve.
Ele cobriu alguns pontos interessantes em sua apresentação que foi a abertura do evento. Para quem apenas consome produtos da MS, naturalmente que este artigo não serve de nada, para as pessoas do ramo de TI, foi bastante produtivo, apesar de não mostrar nada de novo. Ele abordou 4 temas, ou melhor, tendências.
Virtualização
Steve falou que existem diversos tipos de virtualização. Pode ser virtualização de servidores, aplicações e da camada de apresentação. Ele também comentou que apenas 5% do servidores no mundo foram virtualizados e naturalmente ele mostrou os avanços da MS para entrar neste mercado que hoje, vejo que é dominado e tecnologicamente liderado pela VMWare. Certamente os produtos da MS estão evoluindo, mas ainda não vejo um motivo para abandonar VMWare para adotar o Hyper-V da MS. Minha recomendação para quem não tem nenhuma solução de virtualização é fazer a balança. Pode ser que seja mais barato e vantajoso começar com uma solução da MS do que VMWare, mas cada caso é um caso.
Interoperabilidade e Segurança
Segundo tópico abordado é o que mais me impressionou. A MS muda sua estratégia de criar seu próprio padrão, para adotar padrões de mercado. O IE8 será compliant com uma série de padrões abertos e este é apenas um dos produtos. Outras ferramentas também suportam outros padrões abertos. O mais importante é que a MS quer ser a base de tudo. Eles serão a infra básica para você rodar qualquer sistema operacional virtualizado, ou se integrar a ferramentas de terceiros ou concorrentes. Isto é uma grande mudança para eles. Acho que também a única maneira de sobreviver no mundo tecnocrata atual.
Para a segurança foi uma sopa de letrinhas bacana que garantem alta disponibilidade, segurança de dados e controle de acesso à eles. Dois dos principais produtos focados neste tema foram o Windows Server 2008 e o SQL Server 2008.
Software + Service
SaaS, ou Software as a Service, não é bem uma novidade, mas Stevie (estou íntimo, não?) não poderia de deixar de tocar no assunto. O que me deixou impressionando é que existem uma dezena de termos que se referem ao tema Software como Serviço. Ao fim do evento, notei que todos estes termos são outra jogada de marketing. Do mesmo jeito que Web 2.0 virou figura presente de qualquer apresentação, SaaS ou Cloud Computing, ou Grid Computing, ou qualquer outro termo deste tipo é o novo termo hype de TI.
A Microsoft não vai deixar de explorar este hype. Ela oferecerá serviços computacionais da núvem. Os primeiros serviços são óbvios. Exchange. Ao invés de você comprar licenças de Exchange, que são caras e precisam de mão de obra bastante especializada, é mais fácil você comprar, ou melhor, alugar caixas postais. A MS terá este produto disponível no Brasil no modelo de assinatura. Não só ela terá este serviço, mas parceiros também oferecerão.
Experiência do usuário
Este tópico é o mais “Apple” da MS. O foco da MS é tornar a interface com o usuário a mais flexível possível. O grande produto neste caso é o Silverlight. Pelo menos no desktop, já que o foco da interface é mais do que apenas o Desktop. O grande exemplo foi o Exchange que permite que seu email seja acessado através do Outlook (no desktop), no Internet Explorer (ou qualquer concorrente), no smartphone e também através do telefone (com o recurso de Text-to-Speech e Speech-to-text).
O grande barato da apresentação foi o Saraiva VOD (video on demand) que é um produto a ser lançado no final de novembro.

Novamente, a foto ficou péssima e lamento não ter levado minha camera digital. As telas que foram apresentadas foram demais e o sistema não é baseado em streaming. Você pode fazer o download para assistir quando quiser. Claro que não foram apresentados os modelos e detalhes técnicos do Saraiva VOD, por que o case era de interface, mas você poderá fazer download de aluguel ou para comprar. Aluguel parece que vai custar 5 reais e a compra 15 dependendo do título. Eu que já tinha gostado da NetMovies, agora estou esperando a Saraiva.
A grande pergunta é se o lance vai funcionar no Mac. Sendo em silverlight, acho que vai funcionar, o problema vai ser o DRM que deve ser amaradão no Windows Media Player, cujo suporte para Mac foi descontinuado. Será que o Flip4Mac vai dar conta do recado?
Outras palestras e visão geral
O evento TechEd Brasil 2008 foi realizado em 3 dias. Eu me inscrevi em algumas palestras que foram realizadas em 7 salas enormes e com clima de montanha. Nunca senti tanto frio.
Como bom carioca, quase congelei em Sampa, porém os nativos estavam felizes com o clima. Apenas uma das palestras que eu fui estava lotada. E de todas as palestras apenas uma eu gostei bastante. Foi sobre a otimização do Windows Vista.
O que mais me irritou foram as repetições de apresentações que foram feitas em palestras de temas parecidos. Fiquei puto de ver a mesma apresentação em 3 palestras diferentes com focos diferentes. Também fiquei muito irritado com a organização do evento. No primeiro dia, apenas um banheiro estava liberado para uso e as filas era de chorar. No segundo e terceiro dia, dois banheiros. Total de 6 mictórios para 2 mil cabeças.
O evento este ano teve as Lunch Sessions, mas você era impedido de entrar com o prato de comida na sala. Ou seja, se você quisesse ver a apresentação e almoçar, tinha que engolir a comida em 5 minutos, já que você ficava quase 10 na fila. Lembra que era 2 mil pessoas? Então.
Fiquei muito feliz com a apresentação do Danilo e por não ser desenvolvedor, gostei das palestras que trataram de gerencia e monitoramento de infra-estrutura, alta disponibilidade de ambientes com Windows Server 2008 e SQL Server. Queria ter visto alguma coisa de MOSS, mas acabou que não consegui arrumar a agenda para tal. Também queria ter visto algumas palestras com funcionários da MS dos EUA, mas novamente, a agenda não permitiu. Fica para o ano que vem.
Eu adorei a experiência de participar do evento, mesmo com os diversos problemas, que aposto, serão resolvidos nas próximas edições. Se você quiser ver alguns vídeos, pode conferir o canal do teched brasil no YouTube. Aliás, achei estranho eles não usarem sua própria solução de vídeo, não é mesmo? Pra ver mais informações sobre o evento, palestras e palestrantes, basta conferir o site do evento.
Eu não sei quando eu comecei a usar o Lookout para fazer busca nas mensagens do Outlook, só sei que eu uso a muito tempo. Em 2004 a Microsoft comprou a empresa e incorporou o código em alguma ferramenta nojenta cujo nome eu não lembro, mas recordo bem de não ter gostado nem um pouco.
No mês passado eu finalmente evoluí do Outlook 2003 para a versão 2007. Para minha surpresa (infeliz e não grata como você esperaria) o Outlook 2007 ferrou meu Lookout. Seriam os dois incompatíveis? Seria este o fim do meu amado programa de busca de mensagens? Será que eu teria que me ajoelhar e clamar por perdão por todas as vezes que falei mal da nova ferramenta de busca da MS para Outlook?
Não! Minhas preces, ou melhor, pesquisas no grande oráculo de delfos foram atendidas! Jamais me curvarei perante a um falso deus! Lookout vive e eu falei com ele hoje! Sim! É possível manter o Lookout com o Outlook 2007. A gambiarra que achei é feita pelo povo que inicialmente o desenvolveu e é muito simples de fazer. Basta renomear um arquivo dentro de uma pasta e só.
Abra uma janela de linha de comando e digite os comandos abaixo:
cd %SYSTEMROOT%\assembly\GAC
rename Microsoft.Office.Interop.Outlook Microsoft.Office.Interop.Outlook.OLD
Simples, simples, simples, não?
Hoje eu aprendi uma tecla de atalho bem prática para quem é fã da Quick Launch Bar do Vista. A imagem aí ao lado mostra 4 ícones para vão me ajudar a explicar como as teclas de atalho funcionam. Da esquerda para a direita temos o ícone que mostra o desktop, quando apertado, seguido do Flip3D, Windows Media Player e por fim o Internet Explorer.
Então, presta atenção na dificuldade para lembrar das teclas de atalho: O Internet Explorer é o 4º ícone da lista, portanto para acioná-lo, através da tecla de atalho, basta pressionar as teclas Win + 4. Para acionar o Windows Media Player, basta aperter Win + 3, pegou?
Durante a faculdade eu usei o Visual Studio para algumas matérias. Nada de muito sofisticado. Usava para fazer alguns programas em C e poucas brincadeiras em VB. Era legal naquela época por que a faculdade dava licenças para todos os estudantes devido ao acordo com a Microsoft.
Hoje em dia qualquer um pode ter um licença de Visual Studio em casa, de graça. Tudo bem que não é a versão completa, mas a versão express deve atender bem a maioria dos programadores amadores que existem nas horas vagas entre um banho e a hora de dormir. Para fazer o download do Visual Studio Express, basta acessar a página e clicar num botão chamado Download Now!, em seguida clique em uma das duas opções disponíveis: Web Install ou Offline Install. É assim dificil!
Eu recomendo fazer o download nesta última opção. Você vai fazer download de uma imagem ISO do DVD do Visual Studio. Enquanto o download do pequeno arquivo vai rolando, você deveria visitar algumas páginas:
* 15 motivos para se apaixonar pela versão Express
* Conheça melhor o VS 2008
* Video-tutorial no MSDN sobre VS
Hoje em dia eu não me atrevo mais a usar este IDE. Não por que achei algo melhor, muito pelo contrário. O VS é uma ótima ferramenta para qualquer desenvolvedor, menos para os usuários de Mac e para os brasileiros. Naturalmente os usuários de Mac não tem versão para eles e os brasileiros tem que ainda se entender com a interface em inglês do VS e lidar com uma página de produto que está apenas parcialmente traduzida.
Você sabe que eu já fiz minha escolha anteriormente. Depois de usar o iWork e o Office 2008 for Mac, não tive dúvida. Fui de Microsoft Office 2008. Acontece que nem todo mundo acredita, então vou compartilhar aqui um artigo que li recentemente sobre o embate entre o Excel e o Numbers.
Claro que eu vou adiantar o babado e te dizer que não teve chance para o Numbers que faz parte do pacote iWork. Ele perdeu feio. Apesar dele ser um programa para planilhas ele não é tão avançado quando o Excel.
Porém, tão certo quanto “99 não é 100″, nem tudo são flores com o Excel ou qualquer outro produto do pacote Office 2008 for Mac. Não ache que só por que o OS X é uma beleza, que o você não terá problemas. Em termos de funcionalidades o Office é superior ao iWork, sem dúvida, mas ele não é tão estável nem tão fácil de usar.
Eu não gosto da interface. A Toolbox é um saco, prefiro as barras de ferramentas que o bom e velho Office 2003 para Windows tem e de quando em vez sinto o Excel um pouco lento para executar as ações às quais eu o submeto. E são tarefas simples de copiar e colar, nada muito rebuscado. E sim, de quando em vez a aplicação vai fechar na sua cara sem quê nem pra quê! Nada que irrite ou seja frequente o suficiente para incomodar e te fazer optar pelo iWork.
Vai por mim, Office 2008 for Mac na cabeça e Excel vence fácil o Numbers.







