Estou puto. É sério! Não tem como mais voltar no tempo para uma época na qual comida era comida de verdade. Domigo comi em casa e junto com a comida, resolvi experimentar um saco de batata frita de forno da Elma Chips. É aquela embalagem Sensações.
A batata é ótima! Muito gostosa, mas ao invés de ser feita de batata como sempre foi, hoje em dia ela apenas contém batata. Tecnologia sempre foi bom, mas neste caso é uma merda. Eu quero comida de verdade e não esta coisa processada, industrial e artificial.
Vejam só a descrição dos ingredientes:
* flocos de milho
* amido de milho
* óleo vegetal de milho
* açúcar
* condimento preparado com queijo e especiarias
As especiarias são:
* sal
* soro de leite
* açúcar
* extrato de levedura
* maltodextrina
* amido modificado
* lactose
* gordura vegetal de coco
* gordura hidrogenada de soja
* azeite de oliva
* cebola (tratado por processo de irradiação)
* pimenta preta (tratado por processo de irradiação)
* orégano (tratado por processo de irradiação)
* queijo
Realçadores de sabor:
* glutamato monossódico
* guanilato dissódico
* inosinato dissódico
Outros:
* aromatizante
* antiumectante dióxidos de silício
* emulsificante lectina de soja
Reguladores de acidez:
* lactato de cálcio
* ácido citrico
Fermentos químico:
* fosfato monocálcico
* bicarbonato de sódio
Fora disto a embalagem ainda diz que contém glútem e foi produzido em equipamento que processa farinha de trigo.
Cacete! Eu queria comer apenas batata, é tão difícil fazer algo que contenha apenas batata? Que saudade de 1920.
Se você trabalha no setor de TI, deve ter percebido que virtualização está em alta. Os motivos são diversos. Aqui no Brasil esta onda começou em 2006 e agora começa a ganhar o mercado de vez. Lá fora isto já vem já tem um tempo.
Na minha visão, VMWare lidera o mercado de virtualização de servidores e desktops. Porém novas formas de virtualização “nasceram”. Agora é possível fazer virtualização de aplicações, o nome talvez seja novo, mas o conceito é antigo. Quem conhece os produtos da Citrix sabe do que falo.
Quem ficou pra trás neste mercado foi a Microsoft que chegou tarde ao banquete. Depois da negação, lançou o Virtual PC que fez água (e muita) e agora tenta voltar a este mercado de forma diferente. As funções do Virtual PC foram incorporadas ao novo Windows Server 2008 e com um produto para fazer frente à VMWare, agora é vez de atacar a Citrix com um produto chamado Softgrid. Este produto se propõe a ser um pacote de virtualização e isolamento de aplicações. E não pára por aí. A Microsoft continua correndo atrás do preju comprando empresas.
Se aprendi alguma coisa com virtualização é que não existe uma solução única de virtualização e que o produto final normalmente é uma colcha de retalhos de tecnologias. Tem uma camada de VDI (Virtual Desktop Infrastructure) e outra de VAI (acabei de inventar esta sigla: Virtual Application Infrastructure).
Além destes players bem conhecidos (pelo menos para os iniciados) a Sun também tem seu produto de virtualização. Ele é um “mashup” (usei o termo apenas por ser hype, por que o correto mesmo é dizer “mix”) de tecnologias dos concorrentes. Até onde eu vi a solução é bem legal.
Ainda bem que o termo virtualização não tem nada a ver com Second Life. Imagina o terror que seria fazer manutenção de servidores dentro do Second Life!
“Oh the pain!”
Eu tenho um fascínio por geração de energia. Seja por meios tradicionais como hidrelétricas, mas também os mais avançados, tecnologicamente falando, como solar e eólica. A foto ao lado é a o registro de uma quebra de recorde. Esta turbina se chama Enercon E-126.
Suas proporções são fenomenais. As laminas tem 126m e a expectativa é que ela produza mais de 7 MegaWatt, apesar do projeto da turbina ser de aproximadamente 6 MW. Para satisfazer sua curiosidade, esta turbina foi instalada na Alemanha.
Veja mais aqui.
Desde sempre eu sou contra o ser humano desempenhar tarefas de risco, repetitivas ou que não requerem ponderação para a tomada de ação. Tarefas “mecânicas” como apertar porcas, ensacar, trocar de marcha ou abastecer são exemplos de coisas que o ser humano não deveria fazer. Evoluímos o suficiente para criar máquinas que fazem esta tarefa.
No caso do abastecimento do carro, pense comigo. Combustível libera gases tóxicos que podem trazer complicações de saúde se você inalar por longos períodos. Não só isto! Pegar o bico da bomba e colocar no tanque de combustível não requer prática tão pouco habilidade, requer apenas bom senso. Sem falar que alocar um ser humano para esta tarefa faz com que o preço da gasolina seja mais caro. Tudo bem que este profissional não faz apenas isto, mas outras coisas também, como limpar os vidros do carro, checar óleo e calibrar os pneus, mas eu acredito que isto é uma distorção criada por ações populistas e eleitoreiras. Alguém percebeu e tentou derrubar esta obrigatoriedade de ter um frentista para manipular a bomba, mas sem sucesso.
Garantir o emprego do frentista quer dizer que diversos profissionais que desenvolvem bombas não terão a chance de ter seu emprego. O que é melhor? Manter um emprego que pouco agrega a economia e ao PIB ou manter empregos no setor produtivo que gera riquezas?
Enquanto nós fazemos a coisa errada, países evoluídos criam soluções bacanas como as da foto acima. Veja mais detalhes aqui.



