15 minutos com ChromeCast




Eu trabalho numa grande empresa na área de TI e as vezes, quando as pessoas me perguntam o que faço, tenho dificuldade de definir exatamente meu escopo de atuação, é tão abrangente que parece que não faço nada. O bom é que sou apaixonado por tecnologia e quando tenho liberdade para dizer o que faço, sem as pressões corporativas digo que meu papel principal é traduzir o futuro para ações no presente. Romantico, eu sei.

Por conta disto, tudo que é novo, diferente e que não se encaixa numa “caixinha” de atuação normal cai no meu colo. Esta semana apareceu um ChromeCast para “fazer funcionar”. Assim que eu vi o anuncio da Google através da internet e as avaliações iniciais, imaginei que a Google tinha feito algo realmente interessante e prático. Melhor que sua primeira tentativa de ir para os televisores com seu Google TV, digno do título Titanic do Audio Visual.

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Seu maior trunfo é seu baixo preço. Apenas 35 dólares contra 99 de seu maior e melhor competidor. Sim, Apple TV é melhor que o ChromeCast. Eu sei que pode parecer dificil de aceitar, mas simplesmente é. Não nego que o preço do ChromeCast é atraente e comprá-lo apenas para testar é mais do que óbvio. Pensei muito se não o faria, mas resolvi desistir. Primeira geração de coisas costuma ser necessário evitar. 

O ChromeCast não é um produto novo. Pode ser para a Google, mas para o mercado não é. Este tipo de solução existe há pelo menos um ou dois anos através dos fantásticos engenheiros eletrônicos da China. Claro que o “firmware” dos genéricos e mais velhos clones chineses é Android e seu funcionamento e experiência como um todo não é muito convidativo. O objetivo destes genéricos é também ligeiramente diferente. A idéia era fazer o televisor virar um “computador” ou um HTPC de baixo custo. O funcionamento é similar ao do ChromeCast, ligar na porta HDMI e também uma portinha USB para alimentar com energia.

A Google deve ter visto isto e aproveitou a idéia para fazer um dispositivo parecido em hardware mas com foco diferente. O alvo deles era facilitar a vida de quem quer mostrar vídeos e fotos nas grandes telas que televisores oferecem hoje em dia. O formato é imbatível, parece um pendrive com gingantismo para espetar na porta HDMI do televisor. Chato é apenas o rabicho USB que precisa ser plugado a uma tomada e assim alimentar o dispositivo. 

Totalmente voltado para o mercado doméstico e com poucas informações técnicas disponíveis sobre seu funcionamento, o ChromeCast é um hardware simples com funcionalidades limitadas. Achei muito simples configurá-lo, acessá-lo e usá-lo para mostrar vídeos do YouTube a partir de um dispositivo móvel. Funcionou bem com o app do iPad, iPhone e Android. Testei até mesmo uma extensão do Chrome, navegador para desktop, para mostrar o conteúdo de uma aba no televisor. 

Achei legal e fácil, contudo, há nenhuma configuração para evitar o uso não autorizado. Uma proteção por senha seria bem legal. Apenas apps do YouTube, Netflix, Google Play e Chrome conseguem tirar proveito do dito. É pouco, mas pra começar, é algo. Ao contrário do Apple TV, não existe controle remoto. Ele está mais para “receiver” do que set top box como o Apple TV. O Apple TV pode ser usado independente de você ter um espertofone ou tablet, já o ChromeCast precisa de um destes.

O Apple TV faz muito mais coisas. Permite alugar e comprar filmes e ainda tem apps que permitem consumo de vídeos e informações já formatadas para o “tamanho e formato” de um televisor. Coisa que o ChromeCast não faz. Outra coisa legal é o Apple TV ter o AirPlay, que permite passar qualquer coisa que esteja no iPhone ou iPad no televisor. É como se fosse o clone de tela destes dispositivos. O revés, que deve acontecer para a maioria das pessoas é que o Apple TV só fala com dispositivos da Apple. Ah, ele pode até mesmo ser usado para o televisor virar um segundo monitor para o seu notebook ou desktop Apple. Mão na roda isto. 😉

Vale a pena ter um ChromeCast? Talvez no futuro, quando ele tiver mais opções e mais apps compatíveis, sim. Hoje, é apenas uma novidade baratinha que cai no desuso em 15 minutos. Este foi exatamente o tempo que levei pra ficar entediado usando-o. Eu não o compraria, e não recomendo sua aquisição, ainda. 😉

Assista o vídeo de avaliação abaixo para ver seu funcionamento e opiniões do site Tested.




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2 Comentários

  1. Marlon

     /  16/09/2013

    Dá pra alugar e comprar filmes em formato para ver TV sim.

    E em relação a cair em desuso em 15 minutos, você diz isso pois já tem um Apple TV né? Então ele sobrepõe as funcionalidades do chromecast.

    Quem não tem Apple TV, como eu, uso ele quase que diariamente para ver vídeos do YouTube, vou montando uma playlist durante o dia no serviço e vejo a noite, assim como tenho assistido muito mais seriados no Netflix do que via antes, quando precisava ocupar o note pra poder assistir na TV.

    O correto quando você pergunta se vale a pena comprar? Acredito que seria correta a resposta “depende”. Para quem já não tem uma forma de fácil de consumir vídeos do YT e Netflix na TV, e gostaria de consumi-los, vale a pena.

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  2. sérgio

     /  25/05/2014

    Cai em desuso em 15 minutos? Isso se entrar em uso, Minha tv faz exatamente a mesma coisa sem precisar espetar nada nela, youtube, netflix… E se mesmo assim eu quiser algo diferente, Deus, é só ligar o Xbox. Da pra alugar e comprar filmes, tem dezenas de aplicativos, e tudo funciona apenas com gestos ou comando de voz, posso usar controle remoto, smatphone ou até mesmo qualquer coisa que funcione através de rede wifi.

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