75% dos novos televisores devem ter Ginga em 2013




O Brasil tenta ser o melhor no que faz, mas acaba se atropelando. O padrão PAL-M surgiu assim. Teria sido mais prático se tivéssemos adotado o padrão NTSC, mas águas passadas não movem o moinho. Bola pra frente. Apesar do passado nos ensinar, repetimos o erro criando uma variação de um modelo já estabelecido.

O padrão de TV Digital no Brasil não é um dos 5 existentes no planeta, mas sim uma variação de um deles. Existe o padrão europeu, chamado de DVB (com suas derivações para adequar a transmissões via cabo, satélite, ar e dispositivos móveis), padrão americano/coreano, chamado ATSC, que tem apenas duas variações (cabo/ar e dispositivos móveis), padrão Japones, chamado ISDB, que tem 3 variações (cabo, satélite e ar), este padrão é que dá origem ao nosso padrão de TV Digital. Por fim, o padrão Chines, DTMB.

Aqui o padrão nasceu para que o povo tivesse acesso a tudo e assim surgiu o tal do middleware, software responsável por permitir que dados relacionados a transmissão de TV fossem recebidos e decodificados no receptor de sinal de TV. Este padrão, por definição, não deveria ter nenhum tipo de custo associado ao seu uso e por consequencia, surgiu um modelo de código aberto chamado Ginga. O Governo resolveu abrir mão da obrigatoriedade de televisores saírem de fábrica com o Ginga instalado em 2012, mas no ano que vem, 75% dos televisores novos precisarão ter o dito instalado.

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O que isto quer dizer para você? Talvez nada, pois o Ginga deveria ser usado para interatividade durante as transmissões digitais. Eu jamais vi alguém comentando sobre algo relevante sobre estas interatividades e nem mesmo vejo alguém acessando a internet através do televisor, que seria a única comparação possível com o Ginga que existe hoje no mercado. No trabalho existe um televisor destes conectado, que jamais usamos para acessar a internet depois da fase inicial de testes.

Vale explicar que o valor de 75% se refere ao total de televisores produzidos, sendo que para os modelos conectados, o percentual de obrigatoriedade do Ginga instalado sobe para 100%. Em 2014, os valores ficam em 90% e 100% respectivamente. Para facilitar, quem começar a entregar televisores com Ginga instalado este ano, já conta para a cota de 2013, mas 60% do que for feito em 2013 precisa ter Ginga.

Se você nunca viu o Ginga em ação na TV Digital, veja abaixo o vídeo de Insensato Coração da TV Globo.

Via Telaviva.




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1 Comentário

  1. Daniel Ferreira Castro

     /  05/03/2012

    Berna, é o Jack da PUC, não entendi o propósito do artigo.:)
    Primeiro, o PAL-M não foi um padrão “inventado”. Na verdade o Padrão PAL – Phase Alternating Line – já fora inventado em 1963. O PAL é mais robusto a interferência, na época em que foi criado, do que o NTSC que fora carinhosamente apelidado devido a sua performance de Not The Same Color. Existem vários sistemas, o M é um deles que só é usado pelo Brasil e que é compatível com o NTSC-M americano, mas por conta das diferenças de portadoras de cor o NTSC aparece preto e branco nas TVs PAL-M. Lembrando, a compatibilidade é do sistema, que define as frequencias e linhas.

    Então a crítica deve ser feita ao sistema M, não ao fato de não ser NTSC.

    Sobre a TV digital brasileira, derivada do padrão japonês, a ideia era conseguir criar um padrão para exportar para o Mercosul. Se os americanos fizeram, os europeus fizeram e os japoneses também, e os chineses, por que é errado o Brasil fazer? Tentou-se gerar conhecimento e valor agregado, talvez tenha faltado marketing para gerar o mercado desejado.

    Agora sobre o Ginga, eu não entendi porque o Brasil se atropelou com o Ginga.

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