HoloLens, o óculos da Microsoft




Ontem toquei um assunto que eu já queria tocar tem tempo: computação vestível. Enquanto escrevi a parte referente aos óculos lembrei do Microsoft HoloLens, mas acabei não o mencionando. Se você conhece tecnologia e acompanha o assunto vai também lembrar do Oculus Rift, que eu NUNCA mencionei por aqui. Pois bem, falarei mais do HoloLens do que do Oculus Rift, mas os dois estão na mesma categoria a entregam quase a mesma coisa.

Primeiro preciso explicar o motivo dos dois não terem entrado na lista dos vestíveis. Estes dois óculos não são vestíveis como os demais. Ambos são concorrentes de monitores, sejam eles 3D ou não. Para o Rift funcionar, precisa estar conectado a algum dispositivo que te deixa ancorado num ambiente. Já o HoloLens funciona de maneira independente, mas é pensado para ser usado dentro de casa. Um “vestível”, vai com você a qualquer lugar e funciona de maneira autônoma (mesmo que ele tenha dependência do smartphone considero ‘autônomo’). Provavelmente você vai discordar de mim quando assistir o vídeo abaixo. Eu sei que o óculos da Microsoft funciona de maneira independente, mas ele não é concorrente do Glass.

Outra explicação é a comparação com o Google Glass. Você pode até dizer que o HoloLens parece muito com o Google Glass, mas eles são diferentes. Tanto o HoloLens quanto o Rift não querem ser compactos. Eles querem trazer uma experiência para consumo de vídeo imersiva, coisa que o Glass nunca almejou.

Para terminar a introdução outra comparação, agora entre o Rift e o HoloLens. Ambos são dispositivos para você colocar na cabeça e ver o mundo com os mesmos olhos, a diferença é que o Rift substitui por completo a realidade a sua volta, enquanto do HoloLens da Microsoft complementa a realidade a sua volta com informações que ele gera/apresenta.

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Agora que você entendeu o contexto, vamos ao HoloLens que foi anunciado no final de janeiro pela Microsoft e é a novidade que mais gerou buzz na mídia. A apresentação que você pode ver abaixo, não causou o impacto que normalmente novidades da Apple causa, mas o produto é fantástico.

Assim como o Glass, o HoloLens te transforma em uma alien. E claro que depois de ver o vídeo acima você certamente vai questionar que não são hologramas que o óculos da Microsoft entrega. Assim como nos aviões ou alguns carros, ele faz o papel de HUD (Heads Up Display). A mágica que ele faz é “ancorar” o seu “holograma” em cima de objetos existentes à sua frente.

É totalmente bizarro ver alguém usando o HoloLens, a pessoa está numa realidade diferente e sem o contexto dela, pessoas de “fora” não entendem nada do que está acontecendo. Mais do que apenas apresentar imagens através do óculos, o HoloLens tem som espacial, ou seja, é capaz de fazer a imersão sonora similar ao sistema 5.1 de cinema (ou 7.1 ou qualquer numeração de caixas que os sistemas de som agora tem e que parecem totalmente desnecessários).

O HoloLens tem uma série de aplicações, mas será nos jogos do XBOX que ele vai brilhar e será motivo de divórcio. 😉 Não o vejo tornando a tarefa de editar textos ou mexer em planilhas mais lúdica, mas pelo vídeo abaixo você pode ver que ele pode ser utilizado para trabalho colaborativo, jogos (como mencionei) e também entretenimento.

Eu acho que este tipo de dispositivo deveria ter seu uso na casa dos minutos e não horas, mas um dos casos de uso que a Microsoft apresenta é o consumo de vídeos (netflix) através deste óculos. Claro que vídeos pornô vem logo à mente, mas vamos ignorar o que todo mundo vai fazer.

Fico imaginando como alguém pode preferir usar o HoloLens para assistir uma série ou um filme, se usando um televisor é tão mais prático? A experiência de segunda tela vem à mente também, mas neste caso seriam informações complementares ao da TV. Bom, é preciso esperar e ver no que vai dar.

O produto foi apenas anunciado. Nada sobre valores e data de disponibilidade foram compartilhados.  A única informação é que o HoloLens estará disponível em data compatível com o Windows 10.

Assim como os outros vestíveis, o fato do HoloLens não funcionar com um cabo (o que é bom), coloca a dúvida a respeito do tempo de bateria. 

Outra coisa que me preocupa é que este dispositivo isola ainda mais o usuário de seus companheiros do lar, individualizando complementa a experiência. Se hoje já reclamamos que as pessoas preferem olhar a telinha do espertofone, o que vamos fazer com alguém com capacete de alien?

Como mencionei ontem, certamente o hardware da Microsoft impressiona, mas é são os apps que vão fazer o dispositivo brilhar.




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