INdT contribui para as novas tecnologias da interoperabilidade de celulares




Imagine estar em casa participando de uma videoconferência, via Skype, utilizando o sistema Wi-Fi instalado no espaço doméstico. De repente, você precisa sair do local sem, no entanto, desconectar-se desta reunião importante. A solução ideal seria transferir a conexão iniciada pelo Skype para o aparelho celular que, por sua vez, utilizaria a rede de uma operadora de telefonia celular, a fim de manter a conexão ininterrupta.

Este processo aconteceria de forma instantânea e automática, em milésimos de segundos e sem a intervenção do usuário. Essa tecnologia já é realidade e está sendo concebida nos laboratórios do INdT.

“Quando conseguirmos definir os padrões de interoperabilidade daremos um grande passo na disseminação de novos recursos e serviços via celulares, que hoje se mostram limitados e em escala ainda muito reduzida”, comenta Vicente Souza, pesquisador da área de Tecnologias de Rede do Instituto Nokia de Tecnologia.

O INdT tem vários projetos para tornar a interoperabilidade das redes de comunicação um benefício real e disponível para a sociedade. Alguns projetos se concentram em prover soluções de melhorias para a transmissão sem fio, assim como a gerência de recursos de rádio inteligente e o compartilhamento de banda. A ideia é prover internet em banda larga e terminais móveis capazes de transmitir e receber dados por diversas conexões simultâneas.

Acontece hoje que há um grande desperdício de banda de freqüência, recurso caro e precioso. Neste contexto, além de projetos voltados a prover conexões simultâneas, o INdT estuda soluções de compartilhamento de banda baseados em técnicas de rádio cognitivo (dispositivos que sentem e aprendem). Esta opção surge como técnica para a implementação das políticas de uma rede de alocação dinâmica de espectro.

Esses rádios são dispositivos inteligentes, definidos por software, capazes de se reorganizar automaticamente, mudando de frequência, ressintonizando os receptores e redirecionando as múltiplas conexões apropriadamente, sem interferir nos sistemas existentes. Isso pode maximizar o benefício da interoperabilidade entre redes, além de abrir um leque de oportunidades de melhoria das redes e celulares atuais.

Adicionalmente, existem projetos voltados para o melhoramento dos habilitadores de serviços de internet levando em consideração uma rede com dispositivos móveis capazes de operar em vários sistemas/operadoras simultaneamente. Nesse sentido, melhorias nos protocolos de internet são concebidas e demonstradas através protótipos desenvolvidos no laboratório de Telecom do INdT.

Isso torna possível conceber várias opções de soluções, testá-las em simuladores, escolher as soluções mais viáveis, implementá-las em protótipos e comprovar os ganhos obtidos no laboratório. Esses projetos são realizados pelo Instituto em parceria com a Nokia, a NSN (Nokia Siemens Networks) e universidades brasileiras, como a UFAM (Universidade Federal do Amazonas).

“Além das discussões sobre as possibilidades de negócios futuras que a interoperabilidade pode gerar, o INdT está alinhado com o sentido real do conceito de mobilidade e dedica-se ao desenvolvimento de soluções a aplicativos para todos que estejam conectados, comunicáveis, em qualquer lugar e a qualquer momento”, reforça Souza.

Essa tecnologia está sendo amadurecida em todo mundo e muito tem sido feito do Brasil. O INdT e o Amazonas estão preparados para tais desafios, principalmente porque vamos sediar a copa do mundo e as olimpíadas. Deste modo, será possível assistir a um jogo da copa, gravar um gol brasileiro pela câmera do celular e compartilhar o vídeo com seus familiares e colegas. Será possível também transmissão ao vivo pelo celular. Com a interoperabilidade das redes, será possível transmitir voz por um sistema (ou operadora) e o vídeo por outro, enquanto se assiste a repetição do lance pela TV no próprio celular.

Estes projetos contribuirão para os sistemas de telecomunicações em escala mundial adicionando o benefício em termos de aprendizagem e novas tecnologias para brasileiros. Soluções concebidas no INdT são submetidas a órgãos de padronização mundial e, se aprovadas, devem ser seguidas por todos os fabricantes de celulares do mundo. “Isso possibilita que pesquisadores e engenheiros brasileiros possam ser atores principais e não só coadjuvantes no processo da criação de tecnologia mundial”, conclui Sousa.




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