Mercedes Classe E




Eu acho impressionante como existe um mercado que foge completamente a minha realidade. Aliás, minha e de boa parte da população brasileira. É indiscutível que a Mercedes faz ótimos carros e comparando as opções fabricadas no Brasil com os carros que vem de fora, parece que realmente somos pobres e miseráveis.

A Mercedes apresentou no mes passado o novo Classe E. O modelo básico custa 270 mil reais. É mais caro, do que o apartamento onde eu moro, eu precisaria trabalhar durante alguns (vários) anos sem gastar nada para juntar esta quantidade de dinheiro e lá fora ele deve ser apenas mais um na multidão, assim como são os Omegas e Fusions por aqui. Eu sei que a comparação pode estar errada, mas o objetivo aqui não é falar do carro, mas sim do seu custo surreal.

Por mais que toda a tecnologia embarcada neste poderoso e fantástico carro, que eu desejo e nem sei por que, tenha utilidade prática e deveria esta presente em todos os carros fabricados no mundo, acho que o valor cobrado é simplemente irreal. Boa parte da culpa está no custo Brasil, pois na Europa o Classe E começa em 42 mil euros, que no nosso dinheiro deve ser algo parecido como 130 mil reais. Aqui, por este valor você compra, uma casa. 😉

Porém o que se gasta para divulgar este carro e ainda como as empresas se sustentam vendendo poucas unidades destes carros é que me impressiona. Talvez se as margens de lucro para manter o negócio funcionando e saudável fossem menores, acho que mais pessoas poderiam comprar carros mais confortáveis e seguros o que seria bom para toda a economia. Pode parecer mimimi meu por não poder comprar um carrão destes, mas é impressionante como tão poucos tem tanto dinheiro e como tantos ganham dinheiro com estes poucos destes abastados cidadãos. Eu nem vou mais falar do Classe E e de todos os equipamentos que vem na versão básica. Se eu for comparar com a versão top de linha da melhor marca nacional, vou ver que nem básico o super-modelo-nacional é. Se você quiser chorar um pouco, pode ler o artigo no icarros.

Enquanto a realidade economica do nosso país não muda, o novo Classe E vai ficar no meu papel de parede e eu fico feliz com minha carroça que tem um rádio que é muito bom. Afinal, alguma coisa precisa fazer um barulho que eu gosto. Prometo que não escrevo mais artigos deste tipo. Parei!




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