Samsung Galaxy S5 e Gear Fit




Ontem a Samsung aproveitou o congresso mundial de mobilidade (celulares e não deslocamento urbano, ok?) que ocorre em Barcelona para anunciar suas novidades. O Galaxy S5 certamente é melhor que o anterior, mas assim como ocorreu com o iPhone 5S, causou decepção por seus avanços não serem tão significativos. 

Ele tem um processador mais poderoso, mas por conta disco, também consome mais energia e para tal, tudo teve que crescer. Ele precisa de bateria maior e mais potente, logo, ele fica maior em dimensões, mais pesado, porém nada muda… muito. 

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Tem uma coisa que eu achei muito interessante. O aparelho pode entrar num estado estado de consumo menor de energia e para tal ele fica monocromático. Com esta tática, diz a Samsung, o tempo de bateria pode dobrar. Ainda nas novidades que o aparelho trás, a Samsung resolveu colocar um sensor que consegue monitorar os batimentos cardíacos do usuário e assim como o 5S da Apple,  o S5 (trocadilho intencional por minha parte) da Samsung também tem um sensor para ler digitais, mas ele é, ao meu ver, antiquado, já que funciona da mesma maneira que alguns notebooks. É preciso deslocar o dedo sobre o sensor para que a digital seja lida, ao contrário do sensor da Apple que consegue fazer a leitura apenas repousando o dedo sobre o leitor.

O S5 também tem um sensor de pressão atmosférica embutido. Não vejo necessidade deste tipo de sensor num smartphone, mas ele pode contribuir para melhor informações sobre previsão do tempo, desde que os dados do sensor sejam coletados e interpretados na nuvem (sem intenção de trocadilho desta vez) como o Netatmo faz.

Menos importantes, o Galaxy S5 tem novidades como câmera mais poderosa que grava em 4k (não que isto seja importante no dia-a-dia), é protegido contra água e poeira e tem um modo de uso para crianças. Este último modo é interessante, pois restringe o acesso dos pimpolhos aos aplicativos liberados apenas.

Em termos de qualidade, a Samsung imita a versão dourada da Apple, mas fazendo o aparelho inteiro de plástico e com acabamento de gosto duvidoso, as brincadeiras foram inevitáveis. acho difícil que alguém se interesse pela versão dourada. 

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Gear Fit

Se o S5 foi frustrante em termos de novidade, me impressionou o Gear Fit, que é mais um dos relógios espertos que chegaram ao mercado nos últimos dois anos. Se antes o mercado lançava pulseiras que podiam medir quantidade de passos, movimentos durante o sono e outros parâmetros voltados para bem estar e fitness, a Samsung, resolveu misturar, ou melhor, juntar os dois assuntos do momento: Fitness e relógios espertos.

Pra mim o melhor relógio esperto do mercado é também um dos primeiros para não dizer o primeiro. Pebble watch é soberano. Tem SDK, mercado de apps e funciona muito bem. Sua evolução também anda no tempo correto. Sua primeira versão era bem simples e buscava apenas ser viável comercialmente. Com mercado certo, suas incertezas de sucesso passaram e agora conta com duas versões. Uma mais elegante e consideravelmente mais bonito e outra “clássica”.

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O Gear Fit, tenta ser um Pebble só que com um banho de tecnologia impressionante. Pra começar ele adotou o uso de telas curvas. Vejo que é o primeiro uso correto de telas curvas. Outros fabricantes já lançaram a tecnologia em alguns produtos, mas eles não precisavam disto. No caso da Samsung, o uso está correto, pois oferece uma tela maior graças a curva da tela.

Além da tela curva, o Gear Fit ainda usa Super AMOLED com resolução de 432 x 128 pixel e densidade de 244 pixel por polegada. Esta tela parece ser bem legal, não? Assim como o S5, o Gear Fit tem um sensor de batimentos cardíacos. Como está no seu braço o tempo todo, ele pode monitorar seus batimentos sem que você precise ativamente usar o dispositivo para fazer a leitura. 

Na imagem acima, o relógio parece ter um tamanho aceitável, mas ao colocar no braço ele parece ligeiramente grande demais. Veja na imagem abaixo. Ele tem alguma integração com celulares, ainda que parece apenas possível com a linha Galaxy da Samsung. Ele conta ainda com acelerômetro e giroscópio para contar passos e padrões de movimentação para medir a qualidade do seu sono, se é que existe tal relação.

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Com o Gear Fit, você pode ainda ver as horas, cronometrar alguma coisa, controlar a reprodução de música do seu smartphone e receber notificações de mensagens também do smartphone. Ele permite apenas personalização básica e o mais importante é a bateria que dura entre 3 e 7 dias. 

Não foi anunciado quanto as novidades custarão, mas o Gear Fit por menos de 200 dólares pode ser um sucesso para a Samsung, já que é finalmente um dispositivo prático para a categoria repleta de opções literalmente de nicho. Este é um dispositivo que pode atender um sem numero de interessados e usuários de smartphones. A questão do seu tamanho é dúvida e pode influenciar no seu sucesso. Eu que sou magrinho, por exemplo, posso não gostar dele, pois parece realmente grande.




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