TV HD, 3D e conectada




Se em 2007 a Apple deu inicio a revolução nos smartphones, inicia-se este ano uma novo desenho de um equipamento que faz parte do nosso dia-a-dia. O televisor está prestes a mudar. Não vou tocar no assunto Alta Definição nem no 3D, o que está mudando é como a fonte de conteúdo chega ao televisor.

Nos anos 70 e 80 nos EUA desenhou-se uma nova maneira do conteúdo chegar a casa do telespectador. TV por assinatura era o santo graal e talvez nos EUA seja o mercado com maior penetração deste tipo de negócio. Aqui a TV por assinatura, que também é chamada de TV à cabo, erroneamente, pois o cabo não é o único modo de conteúdo chegar ao lar do assinante, chegou nos anos 90 e se hoje tem duas grande empresas: Sky e NET.

A caixinha, que se chama na verdade set top box, dá inúmeros canais e faz com que o televisor se torne apenas um monitor para visualização de conteúdo. O canal e demais funções são trocados a partir desta caixinha. É uma pena e pensando nisto nos EUA se criou o conceito de CableCard que é uma espécie de PCMCIA que é enfiado no televisor compatível e faz com que não seja mais necessário um set top box. Ótima idéia, mas que não vingou no mercado.

A caixinha que fica perto do televisor adquiriu outras funções além de fornecer o conteúdo no canal da TV por Assinatura. Depois do TiVO, mais famoso DVR ou PVR do mercado mundial, praticamente qualquer set top box de TV por Assinatura de alto nível oferece o recurso de gravação e pausa da programação para aquele pit stop importante e inadiável. Afinal, um piriri não espera por nada, nem pelo intervalo.

Os televisores mais modernos, por conta do aumento dos custos do HD e 3D passaram a oferecer também mais recursos para tornar a compra mais interessante. Você já ouviu falar de DLNA? e WiDi? Não? Leia então este artigo para entender do que se trata. O televisor hoje está se conectando à internet e consumindo conteúdo de uma nova fonte que antes não existia de abrangente. Assim como o iPad que oferece vídeo e conteúdo web da internet, o televisor agora também tem um software que permite que além do vídeo vindo da antena ou do cabo, tenha também vídeo e outros conteúdos oriundos da internet.

Antes era necessário que se tivesse um equipamento ligado ao televisor para ter internet nele, mas agora desenha-se um novo tipo de solução que se apóia em 3 empresas. Sony, Google e Intel. Cada uma das empresas detém a excelência em seus nichos. Sony tem ótimos televisores, apesar de não ser o primeiro colocado em vendas, Google é rei na internet e Intel produz processadores de qualidade ímpar. Hoje a única maneira de se fazer isto é através de algum console de videogame ou ligando um equipamento dedicado à tarefa, como o Boxee a Apple tem. Hoje eles tem o mercado e o mantém muito bem, porém novos entrantes podem revolucionar os produtos e trazer finalmente a revolução que tanto se espera para o televisor e a sala de estar como um todo.

Apesar de eu não gostar da Google usar o Android para motorizar a solução, é isto que a ela pretende fazer. O software da Google estará rodando nos televisores da Sony e com isto desenha-se a morte das caixinhas fazendo simbiose na sua sala.

Quer saber mais sobre o Google TV que funcionará com Sony e Intel de coadjuvantes? Veja o artigo da IDG NOW! No final deste mes a Google pode mostrar o software Dargonpoint que será o motor baseado em Android do Google TV. Vamos ficar de olho e ver a nova interface.




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