TV na internet: Tá difícil.




Incompreensível entender as declarações de algumas empresas informando que a internet pode sucumbir diante da demanda de rede que o tráfego de vídeo gera.

Naturalmente a rede não foi projetada para suportar este tráfego, mas como todo ser vivo, a rede evolui. Sofre upgrades constantes. Aqui no Brasil, acredito no meu mais ingênuo ‘achismo’, que a maioria das conexões a internet ainda são discadas. Em termos de banda larga a brincadeira ainda deve estar na casa do 1Mbps, na média, apesar de existirem conexões muito mais rápidas do que isso.

Porém, lá fora, a realidade é outra. As conexões são de altíssima velocidade, em alguns casos com cabeamento de fibra até mesmo na última milha.

O que eu acabo interpretando disto tudo, é que o problema não é a internet em si, mas a infra-estrutura das empresas que oferecem o serviço. Elas não estão preparadas para atender a demanda crescente de consumo de vídeos pela web. Elas precisam investir e possivelmente não existe conta que feche para que eles possam realizar a evolução.

Uma coisa porém que pode talvez ter passado batido pelas mentes destes caboclos é que se existirem serviços via WEB, oficiais e de qualidade, que permitam aos consumidores ver vídeos em suas TVs de alta definição (ou até mesmo de tela grande) o tráfego ilegal de download de vídeos via P2P vai baixar. É simplesmente uma troca de tráfego e não um crescimento.

A tecla que eu sempre toco neste assunto de IPTV é: Não dá para pensar em serviço limitados a regiões geo-culturais e políticas. O serviço precisa ser mundial. Se um país liberar o conteúdo para seus cidadãos, naturalmente existirá pirataria para oferecer este serviço para outras nações que demoram até uns bons 13 meses para exibir a novidade. Lançamentos precisam ser mundiais.

É fato consumado. IPTV é o caminho. Serviços baseados na tecnologia existem a algum tempo, mas muito ainda existe para se inovar neste meio. Prova disto é o ainda não lançado Joost, que é cria do pessoal que nos deu o Kazaa e o Skype.

O que se precisa hoje é acabar com o download ilegal de vídeo que já funciona muito bem utilizando torrents e RSS, onde tudo está automatizado com uma penca de soluções e maneiras diferentes de se realizar em TODAS as plataformas computacionais (Windows, OS X e Linux) e investir em soluções e serviços que atendam as necessidades dos consumidores e não o medo das distribuidoras e gravadoras/produtoras/exibidoras (sejam elas do ramo musical ou TV/Cinema).

Steve Jobs já declara aos quatro ventos que DRM é um mal imposto pelas gravadoras e Bill Gates também vê o DRM atual como um fardo para o consumidor.

Será que é pedir muito um serviço como a TV aberta que conhecemos hoje através da internet, só que com um pequeno upgrade? Eu quero tudo assíncrono. Só isso. E eu pagaria por isso. Feliz. Veja os bons links que o Nelson colecionou a respeito de IPTV.

Depois de escrever este artigo, vi o que a IDG Now! falou sobre o que as operadoras de telefonia estão comentando a respeito. Todas parecem estar no caminho para viabilizar tecnicamente a solução, mas o problema é o modelo de negócios. Sob demanda pode, mas outra coisa não. Então tá fechado! Será que eles não podem oferecer filmes como se fosse a blockbuster? Eu adoraria pegar um filme na blockbuster, mas é um saco procurar uma vaga para parar o carro e só depois chegar em casa. Aliás, durante semana é inviável perder este tempo para ir a blockbuster. Eu quero alugar filmes pela internet!!! bua!




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