Um carro elétrico realmente viável?




A Toyota foi responsável pela criação e comercialização do primeiro carro híbrido realmente acessível do mundo. Ainda que ele esteja disponível apenas em poucos mercados, com os custos de produção caindo, novos mercados começam a receber o Prius. Inclusive o Brasil. Por aqui ele deve chegar ao longo de 2012. Seu preço, porém não será convidativo.

O carro híbrido é diferente de um carro elétrico. No híbrido, como a palavra já diz, são dois motores que conseguem fazer o carro se movimentar. Um elétrico, que é usado em baixas velocidades e também para tirar o carro da inércia e um motor convencional que é movido a combustível derivado de petróleo. Existe a expectativa que o Prius vendido no Brasil seja flex e passe a funcionar com etanol em qualquer quantidade, se tornando ainda mais "verde" que ele já é. A probabilidade disto acontecer é grande, pois nossa gasolina já tem mais de 20% de etanol em sua mistura e como o ajuste no motor já se faz necessário, por que não fazer o ajuste para o motor funcionar com 100% de etanol?

Enquanto carros híbridos são a melhor opção no mercado, por usarem o melhor das duas tecnologias existentes, carros exclusivamente elétricos ainda engatinham e são bastante caros comparados com as alternativas atuais. Os principais problemas que os carros elétricos apresentam são:

  • Baixa autonomia
  • Preço bastante alto
  • Tempo de vida de bateria
  • Tempo de carga da bateria
  • Custo de manutenção da bateria

Claro, que com o tempo, estes problemas tem a tendência de serem resolvidos, mas nem sempre isto acontece com a velocidade que o mercado espera. Apesar dos problemas atuais, as empresas que fabricam carros estão investindo pesadamente em carros elétricos.

Ford, GM, Nissan e Renault são líderes deste mercado, pois já tem produtos para explorar os interessados em gastar muito para ter um carro mais ecológico. A Toyota também está entrando na brincadeira e apresenta este mês os protótipos Aqua, FCV-R, FT-EV III e Fun-Vii que são totalmente elétricos e prometem resolver todos, senão parte dos problemas que eu listei.

Ao invés de usar baterias como os carros elétricos vendidos hoje, a Toyota aposta em células de combustível, que utilizam hidrogênio de alta pressão. Eu acho perigoso, mas usar este tipo de combustível promete aumentar a autonomia dos carros em muito. Se um carro elétrico hoje tem autonomia de 100 km, com a célula de combustível a autonomia pode chegar à 700 km. É isto que o protótipo FCV-R tem em seu interior.

Outros protótipos utilizam baterias como os demais carros elétricos de hoje.

Via G1.




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